sexta-feira, 29 de novembro de 2013


Capitulo 44

Os dois continuavam deitados na grama. Rebeca se moveu e apoiou-se no peito de David. Sentiu o coração dele bater forte.
- Nem acredito que estou aqui com você... – disse ele a olhando carinhosamente – poderia imaginar por um segundo... Que todos os meus sonhos são realizados.
- Eu também... – disse ela olhando-o de volta – pena que nem todos os nossos sonhos podem acontecer – abaixou a expressão.
- E qual é o seu sonho? – perguntou ele se virando para ela.
- Ser professora! Sempre sonhei em ensinar... Mas meu pai nunca me deixaria...
David colocou as mãos sobre o rosto dela.
- Não deixe ninguém te impedir de conseguir o que quer!
Rebeca viu em seus olhos uma imensa confiança. Sorriu-lhe. Encostou-se a grama fechando os olhos. David virando-se sobre ela encostou seus lábios dos dela.
Viviane estava em casa, quando recebeu a ligação de Raquel.
- Viviane eu liguei por que eu preciso te contar uma coisa... – falou Raquel nervosa – o Pedro me pediu pra ser meu par no baile... E eu aceitei!
- O QUÊ? – gritou Viviane levando um susto – você ficou maluca?
- Talvez... – respondeu ela – é que eu precisava de um par... E ele tinha me defendido do Tomás...
- Contou pra Rebeca? – indagou-a Viviane.
- Não... Eu nem falei com ela! Ela não pode saber! – afirmou Raquel – por isso que eu vou dizer pra ela que o Pedro é um amigo meu que veio de longe...
- Você não pode confiar no Pedro! Tá na cara que ele quer fazer isso pra conquistar a Rebeca!
- Eu sei... – disse finalmente Raquel – preciso desligar agora! Tenho que desenhar minha fantasia... Tchau!
Viviane desligou o celular preocupada. Alguma coisa a dizia que isso não ia acabar bem.
Rebeca sentiu-se mais feliz do que nunca. Seus lábios iam-se de encontro aos dele intensamente. Como se nunca fossem se separar novamente. Sentiu um enorme calafrio que vinha na pele quando ele a tocou. Uma mistura de medo e entrega a tomou.
Abriu os olhos quando ele afastou-se já sem fôlego. Sorriu-lhe novamente. Algo parecia brilhar no rosto dela.
- Eu te amo! – disse finalmente Rebeca. Sua voz saiu como um sussurro.
David olhou-a sem reação. Sem palavras. Respondeu com um enorme silêncio que se acentuava com a espera da garota.
- O que foi? – Rebeca perguntou trêmula lhe sorrindo – ...não vai dizer nada?
- Rebeca... Eu não quero te enganar!... Eu não posso responder da mesma forma!
De repente, ela sentiu bater a incerteza. Como um enorme buraco que os separava.
-... Não me ama? – perguntou ela surpresa. Levantou-se.
- Não é isso... – ele tentou falar levantando-se igualmente.
- Então porque não disse nada? – ela encarou-o atônita.
Ele olhou para o lado fixando um ponto em específico. Buscando ali as palavras.
- Eu vou embora!... Não acredito em como eu fui boba! – Rebeca falou magoada quebrando o silêncio entre eles.
Ele correu atrás dela.
- Espera! Eu te levo!
- Não precisa! Eu vou sozinha! – ela afirmou furiosa sem sequer olhar para trás.
“Droga!”. David pensou. Levando as mãos sobre a cabeça.
No dia seguinte, era o dia do baile de máscaras. Raquel, Viviane e Julia vieram falar com Rebeca animadas.
- E ai Rebeca? Pronta pra sua primeira festa de dia dos namorados acompanhada? – perguntou Viviane se aproximando contente.
- Eu não vou! – respondeu ela séria batendo o armário com força – eu briguei com o David!... Ele não me ama!
- Como sabe disso? – disse Raquel.
- Eu... Finalmente quando tive certeza de dizer que o amava... Não me respondeu! Disse que não podia me corresponder!
- Rebeca os homens são assim mesmo! – falou Raquel – eles não gostam de falar de sentimentos!... Não acha que foi um pouco infantil?
- Claro que não! – respondeu Rebeca ofendida – além do mais... Eu senti que ele falava a verdade... – abaixou o rosto – vão vocês! Espero que se divirtam!– completou tentando sorrir.
Depois, Raquel estava arrumando os últimos detalhes da festa. Quando Julia se aproximou:
- Já sabe qual a fantasia que você e seu par vão usar?
- Sim! Romeu e Julieta! Fiz umas máscaras lindas – afirmou Raquel – e vocês?
- Eu e o Henrique vamos de guerreiro star wars e princesa leia... Ele curte essas coisas – riu-se Julia – Mas e ai? Quem é seu par misterioso?
- Não... Não posso contar! – falou Raquel disfarçando – pelo menos o príncipe secreto da Rebeca nós já sabemos! - riu acompanhada da outra.
Elas não sabiam, porém, que Nicole ouvia atrás da porta.
“Então as duas tem algum mistério...!”. Pensou Nicole. “Quem será o par da Rebeca? O Pedro... ou o David?”. “Mas isso eu mesma vou descobrir!”

quinta-feira, 28 de novembro de 2013


Capitulo 43

No dia seguinte, na escola, todos comentavam sobre a nova festa do dia dos namorados, o “baile de máscaras”. Raquel estava toda animada por ser a nova diretora de eventos do colégio. E seria responsável pela realização da festa.
Raquel estava arrumando o salão, quando Julia chegou com a notícia.
- Raquel, você ficou sabendo quem voltou pra escola?
- Quem? – perguntou Raquel sem tirar os olhos dos enfeites.
- Nicole!
De repente, Nicole apareceu de surpresa.
- Eu ouvi meu nome? – perguntou ela.
- Ouviu! – respondeu Raquel se aproximando – estávamos falando da sua coragem de dar as caras! – completou.
- Não pense que eu esqueci que foi você quem colocou o pen drive nas minhas coisas! – olhou Raquel friamente nos olhos – você e a sua amiguinha Rebeca vão pagar!... E você – Nicole se dirigiu para Julia com um olhar mais frívolo – que eu achei que fosse minha amiga... Não passa de uma traíra!
Julia instintivamente abaixou os olhos.
- Pode falar o que quiser Nicole, eu não tenho medo de você! - Raquel riu debochada.
Nicole apenas as examinou e saiu em tom frio.
Rebeca saiu da sala correndo. Havia recebido uma mensagem de David. Passando pelos corredores sentiu-se ser puxada para um pequeno canto na parede perto dos armários.
- Quer me matar de susto! – ela brigou.
- Não consegui me controlar de vontade de te ver! – ele se aproximou sorrindo.
Rebeca estava ofegante pelo medo de que alguém os visse. Seus corpos encostavam, pelo aperto do lugar, deixando-os muito próximos.
- Eu também não! – respondeu Rebeca olhando-o – passei a aula toda pensando em você!
- Está me matando ter que te ver assim escondido, sabia? – David sorriu. Diminuindo a distância da boca dela.
- Eu sei... – ela olhou-o ofegante – mas não podemos arriscar!... Muito menos com a Nicole de volta... Aposto que vai correr atrás de você! – disse enciumada.
- Ciúmes? – riu-se ele.
David tentou beijá-la, porém, Rebeca desviou o rosto.
- É muito perigoso! – ela falou com a expressão baixa. Levantou-a mais animada – já soube da festa?... Nós podemos ir!
- Mas como? Ninguém pode nos ver juntos! – disse ele parecendo incomodado.
- Vai ser um baile de máscaras!... Ninguém vai descobrir! – respondeu ela sorrindo.
Ele se animou com a ideia e marcaram de ir ao baile.
Raquel ainda arrumava os preparativos da festa, quando Pedro se aproximou:
- Pedro? O que está fazendo aqui? – perguntou ela surpresa.
- Eu gostaria de ajudar na organização! – respondeu ele.
Raquel tentou desviar-se para ficar longe dele. Pois sabia o que ele tinha feito com Rebeca.
- Eu fiquei sabendo... Que você é a nova diretora de eventos... – disse ele indo atrás dela – e como regra você tem que ter um par... Você já sabe com quem vai?
- Por que está perguntando? – indagou-o Raquel ingênua.
- Se você quiser... Aceitaria ir comigo? 
- E por que eu aceitaria ir com você? – perguntou Raquel com raiva – eu já sei o que você fez com a Rebeca! O jeito como a enganou!
- Isso foi no começo! Eu não quero magoar ela de novo. Eu estou arrependido do que eu fiz! – falou ele – eu só quero recuperar a confiança dela!
-... Está bem! Eu aceito! – respondeu ela – mas só porque não tenho par!... Mas a Rebeca não pode saber!
À noite, Rebeca estudava no quarto. Ouviu algo bater em sua janela.
Correu para abrir a janela. Era David.
- Você é mesmo maluco! – falou ela rindo – e se meu pai te pega aqui?
- Queria te ver! – respondeu ele – vem comigo! – estendeu a mão para ela.
Ele a ajudou a descer pela sacada apoiando-a a seu colo. Eles foram de moto até o parque que ficava perto da casa de Rebeca. 
- A noite está tão linda! - ela admirou-se mirando o céu. 
- É!... - ele concordou vagamente. Aproximou-se para tentar beijá-la.
- Ah, o que é isso? - ela desviou-se fingindo-se ofendida - antes vai ter que merecer! - sorriu sugestiva.
Ela distanciou-se dele.
- Qual é Rebeca? 
Ela riu do jeito com que o estava torturando.
Ele correu atrás dela e a agarrou. Ela escapou dele desviando-se. Ele derrubou-a na grama. Os dois caíram juntos rindo. David, então, subiu de sobre ela, a olhando. Ela respirou pesado. Sentindo-o tão perto. David a beijou intensamente.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013


Capitulo 42

Rebeca tentava com toda a força abrir a porta.
- Não... Isso não pode estar acontecendo! – disse ela desesperada - nós não podemos ficar trancados aqui!... Socorro! Alguém!... Por favor! – ela gritava.
- Não adianta! – falou David – essa sala é a prova de som!
- Ah é? E tem alguma outra ideia? – perguntou Rebeca virando-se, parecendo irritada.
Ele aproximou-se. Tentou usar toda sua força para arrebentar o trinco. Não conseguiu.
- Alguma outra ideia gênio? – indagou-o ela.
- Calma! O melhor é a gente não se desesperar! – afirmou ele.
- Isso é tudo sua culpa David! – falou Rebeca com raiva – se não fosse por você isso não teria acontecido!
- Minha culpa? – ofendeu-se ele – você é que quis inventar isso tudo de segredo!... Quer saber? Já chega disso! Isso não vai ajudar em nada! – completou sério.
- Ah é? E o que sugere que a gente faça? – falou ela olhando-o fixamente.
- Vamos esperar até amanhã até que abram a porta! – respondeu ele.
- O quê? Não podemos fazer isso! Meu pai me mataria se eu passasse uma noite fora! Já estou de castigo por um mês! – gritou ela.
- Não temos outra saída! – afirmou autoritário.
Ficaram em silêncio encarando-se. Rebeca sentou-se de um lado irritada. Enquanto David foi para o outro.
Viviane conversava com Raquel em uma lanchonete:
- Esse Tomás é um idiota! Eu não acredito que ele teve coragem de fazer isso... Temos que nos vingar dele Raquel! – falou Viviane com raiva.
- Esquece isso Viviane! Eu é que não deveria ter me metido com esse imbecil... Se o Pedro não tivesse chegado...
- Mas você não deve confiar no Pedro! Você sabe muito bem o que ele fez com a Rebeca! – afirmou a outra.
- É... Eu sei! – disse Raquel cabisbaixa.
- Aliás... Falando em Rebeca... Você a viu na escola? 
Na sala de instrumentos fez-se um grande silêncio. Rebeca continuava calada. David olhava um ponto específico. Olhou-a enfim.
- Olha pra nós... – disse ele finalmente – parecemos casados há 50 anos – riu-se ele.
Ela não pôde evitar rir.
Ouviram a fechadura girando. Rebeca deu sinal pra que David se escondesse debaixo da velha mesa de escritório. Ela se posicionou na frente da mesa. A porta se abriu. Era Pedro.
- Pedro? – disse Rebeca surpresa – o que está fazendo aqui?
- Eu... Estou como voluntário no programa de artes e vim pegar alguns materiais... Mas eu poderia te fazer a mesma pergunta! – completou Pedro.
- Bem... Eu... – tentou falar Rebeca – vim aqui pegar algo... Mas fui trancada aqui, você sabe como a Cláudia é esquecida não é? – riu-se Rebeca.
- Rebeca... Eu precisava falar com você... – falou Pedro se aproximando.
David escondido atrás de Rebeca cerrou os pulsos de ciúmes.
- Eu não tenho nada pra falar com você Pedro! – respondeu ela ríspida.
David sorriu.
- Eu só queria perguntar se está namorando com o David! – falou Pedro intrigado.
- David? – Rebeca tremeu, pois não podia contar – claro que não!... Ele é um idiota! – ela espiou discretamente e olhou para David irritada – aliás, ele é muito convencido, nem é tão bonito assim – falou para provocá-lo.
David para responder a provocação, balançou a mesa fazendo Rebeca pular de susto.
- O que foi? – perguntou Pedro confuso.
- Nada... Não foi nada! – ela tentou disfarçar se segurando na mesa.
- Está bem! – Pedro saiu.
Rebeca estava sem fôlego. David saiu de debaixo da mesa.
- Não acredito que esse imbecil ainda corre atrás de você – falou enciumado.
- Agora não é hora pra ciúmes... Temos que sair daqui – falou ela tentando ir embora.
- Peraí... – chamou ele pegando em seu braço a fazendo virar-se – não sou tão bonito é?
Ele aproximou-se de seu rosto olhando em seus olhos fixamente. A fazendo perder o ar. Sentiu seus lábios se aproximando cada vez mais. Beijou-a com vontade a apertando para perto de si.

terça-feira, 26 de novembro de 2013


Capitulo 41

No colégio, Rebeca conversava com suas amigas sobre David.
- Até que enfim Rebeca vocês se acertaram! – disse Raquel contente.
- É, eu nem acredito! – respondeu Rebeca animada. Baixou o olhar – mas... Combinei com ele de manter em segredo... Meu pai me proibiu de ver ele!
- Mas o que será que seu pai tem contra ele? – perguntou Viviane intrigada.
- Ele diz que o David não é um bom exemplo pra mim... Vocês conhecem meu pai, ele valoriza muito a posição social... – Rebeca franziu a testa – mas algo me diz que há mais um motivo... De qualquer jeito vocês precisam prometer que não irão contar!
- Ai que pena! Por que eu adoraria esfregar isso na cara da Nicole! – falou Raquel furiosa.
- Falando da Nicole... Vocês ficaram sabendo? Ela está viajando no momento... Aposto que está morrendo de vergonha de voltar... – afirmou Julia rindo-se.
- Ah, e pode ir contando a novidade Julia... Eu vi você e o Henrique juntos... Estão namorando? – disse Viviane vendo Julia se envergonhar.
- Sim, ele me pediu! – respondeu Julia corada.
Todas riram.
Depois, Raquel saia do refeitório, quando Tomás agarrando-a levou-a até uma sala vazia.
- Peraí, o que você está fazendo? – gritou Raquel furiosa – está me machucando!
Ele encostou-a a parede com força.
- Não importa!...Você me deve uma coisa, se lembra? – falou ele com raiva. Pressionou Raquel com força – e não vai me enganar de novo!
- Me larga seu idiota! 
Raquel tentava se soltar, mas ele a prendia com firmeza. Tentou beijá-la, ela acertou-lhe uma joelhada forte. Correu para chegar à porta, no entanto, ele a alcançou.
- Aonde pensa que vai? – perguntou Tomás furioso pelo golpe – vai me pagar pelo que fez!
Ele tentou chegar a boca dela. Ela desviava com força. 
Pedro passando pela sala estranhou o que estava acontecendo. Entrou com tudo. Empurrando Tomás de cima de Raquel.
- Tomás o que você está fazendo? – gritou Pedro.
- Você não se mete nisso Pedro! – respondeu Tomás furioso.
- Não pode fazer isso, cara! – disse Pedro tentando convencê-lo.
- Quem é você pra dizer alguma coisa? Enganou a Rebeca com uma aposta... E não conseguiu nada – riu-se Tomás provocando-o.
- Eu não sou igual a você!... Eu nunca faria isso!... É melhor ficar longe dela se não quiser que eu te arrebente!
Tomás olhou-o friamente. Saiu batendo a porta com força. Raquel ainda sem fôlego e sem reação, olhou para Pedro confusa.
- O... Obrigada... – saiu rapidamente.
Pedro a vendo sair lembrou-se de Rebeca. De repente ideia surgiu-lhe a mente. Se ele se aproximasse de Raquel, poderia conquistar de novo a confiança de Rebeca.
Rebeca andava pelo corredor da escola. Ouviu alguém a chamar. Ao olhar para o lado, avistou David encostado a parede.
- Precisava falar com você... – disse ele com os braços cruzados.
- David está maluco? – perguntou ela nervosa – não podemos nos falar aqui... Alguém pode nos ver!
David sorriu. Puxou-a pelo braço até uma sala vazia.
- Que sala é essa? – perguntou ela vendo a sala cheia de instrumentos.
- É o lugar onde se guardam os materiais de teatro... É a prova de som... Relaxa ninguém vai nos ver!
- Não sei... Eu acho perigoso... – exclamou receosa.
David, então,puxou Rebeca pela cintura. Beijou-a.
A assistente do diretor passava pela sala.
- Ai... Eu sempre me esqueço de fechá-la – resmungou consigo mesma.
Rebeca desprendeu-se de seus braços. Sorriu olhando-o. De repente, os dois ouviram a fechadura se mexer. O barulho da chave girando. Eles ficaram sem reação.
- Não! – gritou Rebeca – isso não pode estar acontecendo!... – correu até a porta para abri-la.
Bateu o sinal para o final da aula. Viviane e Julia saiam.
- Julia, você viu a Raquel e a Rebeca? – perguntou Viviane.
- Não... – respondeu Julia confusa. Avistou Raquel encostada a parede – olha! Ela está ali!
Viviane e Julia se aproximaram de Raquel.
- Raquel, o que aconteceu? Você está tão estanha... – perguntou Viviane vendo a face contrita da outra.
Julia vendo Henrique despediu-se delas.
- Eu te conto quando a gente voltar pra casa... – falou Raquel.
Raquel não conseguia parar de pensar no que tinha acontecido. Contou tudo a Viviane. Elas então, se esqueceram de Rebeca. 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013


Capitulo 40

Rebeca permitiu se sentir em seus braços. Como o lugar ao qual pertencia. Parecia estar sonhando naquele momento. David olhou-a fixamente.
- Vem comigo! – convidou ele estendendo a mão.
- Aonde? – ela disse surpresa.
- É uma surpresa! – respondeu finalmente David. Puxou-a pelo braço.
- David espera! Onde estamos indo? – Rebeca ria de alegria e curiosidade.
Ele montou na moto e lhe deu o capacete. O coração dela congelou por inteiro. “Se segura!”. Ouviu-o dizer determinado. Segurou forte em David para não cair. Então, ele acelerou com velocidade.
Chegaram a um lugar distante onde se localizava uma montanha. Ele ajudou-a a subir.
- Nossa! Aqui é lindo! – falou ela maravilhada com a paisagem.
- É! Eu sempre venho aqui pra pensar! – respondeu ele sem fôlego. Olhou-a – é a primeira pessoa que eu trago aqui.
- Atá! Corta essa! – ela disse desconfiada.
- Não, é verdade! – ele sorriu se aproximando.
Rebeca baixou os olhos. Um forte vento bateu na montanha, agitando as folhas sobre o chão.
- David... Eu passei por muita coisa... E eu preciso saber que posso confiar em você...
David apenas sorriu novamente. Levantou-lhe o queixo com as mãos e beijou-a.
Não necessitavam palavras. Promessas. Rebeca pôde sentir nele toda a confiança que precisava.
- Nem acredito que está aqui... – falou ele com as mãos em seu rosto.
- Nem eu... – Rebeca só pode dizer isso antes que ele lhe atacasse com mais um beijo.
Sentia como se pudesse passar o resto de seus dias ali e não se importaria.
À tarde quando chegou a casa, Rebeca decidiu falar com seu pai a respeito de David. Perguntou onde ele estava para a empregada. Ela respondeu que estava no escritório. Ela então abriu a porta decidida.
- Pai preciso falar com você... – ela disse apoiando-se na cadeira a frente de sua mesa.
- Sim? – sem olhá-la.
- Quero saber... O que tem contra David Martins... – Rebeca falou receosa.
- Por que pergunta isso? – rebateu firmemente olhando-a sério.
- Pai... Eu e David... Estamos namorando! – ela afirmou com firmeza.
- Isso é ridículo! Está proibida de vê-lo de novo! – disse sem desviar-se dos papéis.
- Pai, me escuta! Eu... Gosto dele...! – Rebeca insistiu.
- Rebeca já lhe disse e não voltarei a repetir!... Não deve vê-lo nunca mais! – ele encarou-a agressivo.
- Por quê? O que tem contra ele? – ela gritou confusa.
Seu pai parou por um instante. Não podia contar-lhe que o pai de David era o réu de seu julgamento.
- Ele é um péssimo exemplo pra você! Um vagabundo que não tem onde cair morto! É melhor que eu não saiba que está se encontrando com esse rapaz! – gritou ele levantando-se da cadeira – Agora, por favor, dê esse caso por encerrado. Preciso trabalhar! – o completou friamente.
Rebeca fechou a porta com força. Subiu as escadas exasperada. Não entendia por que seu pai estava se comportando desse jeito. Jogou-se na cama desesperada. O que iria fazer agora?
No dia seguinte, na escola, Raquel estava voltando da educação física, quando deu de encontro com Tomás.
- Oi gatinha! – disse ele a assustando – nossa eu amo esses shorts de vocês, sabia?
- O que você quer? – falou ela ríspida.
- Ah, não pense que eu esqueci o nosso acordo! – Tomás afirmou aproximando-se – Você vai ter que ficar comigo – encerrou-a a parede.
- Ah claro! – falou Raquel suando frio – sim... Mas... Eu sou meio tímida então... Feche os olhos!
Tomás sorriu maliciosamente e fechou os olhos.
- Tá bem! – Raquel deslizou delicadamente para sair da sala, chegou até a porta – pode vir! – disse ela para ele.
Ele deu de cara beijando a parede. Quando abriu os olhos assustado, viu que Raquel não estava mais ali, e avistou um monte de garotas que o encaravam confusas.
Enquanto isso, Julia saia para o refeitório. Sentiu alguém chamá-la. 
- Podemos conversar? - Henrique aproximou-se.
- Tudo bem! O que quer? - perguntou tentando ser fria.
- Qualé Julia, eu sei que eu pisei na bola, mas eu só queria saber se pensou sobre o que eu te disse!
Ela abaixou o olhar desoladamente.
- Eu não sei... - confessou sem firmeza - como eu vou saber se não está fazendo isso só por ter pena de mim?... - alterou-se - Por que se for por isso, fique sabendo que eu não preciso que finja gostar de mim por compaixão...
- Não! Não é por isso! - ele aproximou-se - Mas eu também não quero te enganar... Eu ainda não sinto nada forte por você... - observou o rosto dela abaixar-se. Levantou-o levemente - mas, eu sei que você é a garota mais simpática e doce que eu já conheci, mesmo que eu tivesse sido muito idiota pra perceber!... E não é sempre que se acha uma garota que curte ficção cientifica! - riu-se ele.
Ela sorriu sem jeito.
- Por que então a gente não dá uma chance de se conhecer melhor? - ele propôs a olhando amigavelmente.
- Tudo bem! - ela sorriu concordando - ...Até mais!
Ela despediu-se com um beijo em seu rosto. Estremeceu de imediato com aquele contato. Se olharam por um instante. Ele, então, pousou-lhe levemente seus lábios sobre os dela. Sem saberem os dois, porém, que Viviane passava ali naquele momento.
Rebeca estava no parque perto da árvore, quando David chegou.
- Por que pediu pra gente se encontrar aqui? – perguntou ele.
- David... Eu contei pro meu pai sobre nós e... Ele me proibiu de te ver! – falou ela.
David bateu o punho sobre a árvore com raiva. Olhou-a diretamente.
- Eu não vou desistir de você Rebeca! – falou firme.
- Temos que manter isso em segredo! – afirmou ela.
- Em segredo? Não sei se vou conseguir Rebeca... – disse David indeciso.
- Eu sei... Mas a gente tem que  fazer isso se a gente quiser continuar a se ver! – falou ela – e na escola pra que ninguém suspeite... Temos que fingir que nos odiamos!
-... Como nos velhos tempos? – perguntou ele. E um pequeno sorriso nostálgico floresceu em seu rosto.
- Como nos velhos tempos! – disse ela decidida.

sábado, 23 de novembro de 2013

Olá, temos uma nova música aqui na web! Ela foi a escolhida para representar ficcionalmente a música que David compõe sobre a Rebeca. Espero que gostem!

I Hate Everything About You
Every time we lie awake
After every hit we take
Every feeling that I get
But I haven't missed you yet
Every roommate kept awake
By every sigh and scream we make
All the feelings that I get
But I still don't miss you yet
Only when I stop to think about it

I hate everything about you!
Why do I love you... ?
I hate everything about you!
Why do I love you?

Every time we lie awake
After every hit we take
Every feeling that I get
but I haven't miss you yet
Only when I stop to think about it

I hate everything about you!
Why do I love you... ?
I hate everything about you!
Why do I love you?

Only when I stop to think about you I know
Only when you stop to think about me do you know... !

I hate everything about you!
Why do I love you... ?
You hate everything about me!
Why do you love me?
I hate
you hate!
I hate
you love me
I hate everything about you!
Why do I love you?

Eu Odeio Tudo Sobre Você
Toda vez que nós deitamos acordados
Depois de cada golpe que tomamos
Cada sentimento que eu tenho
Mas eu ainda não senti sua falta
Cada colega de quarto que fica acordado
Por causa de cada suspiro e grito que damos
Todos os sentimentos que eu tenho
Mas eu ainda não senti sua falta
Somente quando eu paro para pensar sobre isso


Eu odeio tudo sobre você!
Por que eu ainda te amo?
Eu odeio tudo sobre você!
Por que eu te amo?


Toda vez que nós deitamos acordados
Depois de cada golpe que tomamos
Cada sentimento que eu tenho
Mas eu ainda não senti sua falta
Somente quando eu paro para pensar sobre isso


Eu odeio tudo sobre você!
Por que eu ainda te amo?
Eu odeio tudo sobre você!
Por que eu te amo?


Somente quando eu paro para pensar sobre você eu sei
Somente quando você para pra pensar sobre mim você sabe


Eu odeio tudo sobre você!
Por que eu ainda te amo?
Você odeia tudo sobre mim!
Por que você me ama!
Eu odeio
Você odeia!
Eu odeio
Você me ama
Eu odeio tudo sobre você!

Por que eu te amo?
O nome da banda é three days grace, se quiserem baixar. Comentem o que acharam!

Capitulo 39

Sheyla chegou animada pra falar com David.
- Nem acredito que só faltam duas semanas pra batalha das bandas.
Não recebeu resposta. David permanecia sério com as mãos ao queixo e o olhar perdido em um ponto específico.
- E ai? Já conseguiu compor uma música original? – perguntou ela.
Sheyla acabou esbarrando em uma gaveta que se desprendeu da madeira e caiu no chão com violência. Entre vários papéis, achou um sujo e rasgado que chamou sua atenção.
- “Eu odeio tudo em você” – leu ela – o que é isso? Uma música? – animou-se.
- Não é nada... É só um rabisco idiota... – disse ele tentando pegar o papel.
- Peraí – ela desviou o papel provocando-o – é muito boa!... – percebendo que ele estava desconfortável – é sobre a Rebeca, não é?
- Eu escrevi isso quando voltei do parque... Quando a encontrei... É só uma letra estúpida... – falou ele sério.
- Você tem que cantar essa música na batalha... A gente vai ganhar com certeza! – disse ela e olhou a letra admirada – essa garota realmente te mudou... Ela te fez compôr! – completou rindo extasiada.
No dia seguinte, na escola, Henrique veio falar com Julia:
- Julia... Eu só quero agradecer por ter me defendido ontem...
- Você foi expulso? – perguntou ela receosa.
- Não, eu só ganhei uma advertência... O pai da Nicole disse que se ela fosse expulsa ele processaria a escola... 
- Fico feliz por vocês dois... – falou Julia fria, saiu.
- Julia espera! – chamou ele - ...Me desculpa por ter te magoado...
- Se você não gostava de mim... Então por que me convidou pra festa? – perguntou ela confusa.
Henrique abaixou a expressão arrependido.
- Eu só queria fazer ciúmes na Nicole... – confessou ele envergonhado.
- Eu nem sei o que pensei... Eu sou uma idiota mesmo!
- Não Julia, eu sou um idiota!... Eu gostava de uma pessoa que não merecia... E não via quem estava ao meu redor!... Mas se ainda quiser, eu te peço pra me dar uma chance!
Rebeca pensava no que sua amiga tinha dito. “Você tem que falar com ele!”. “Ele gosta de você!”. Não sabia se ele a perdoaria, mas tinha que tentar.
Após a aula, saiu determinada a encontrá-lo. Porém, deu de encontro com Pedro.
- Rebeca, eu preciso falar com você...
- Eu não tenho nada pra falar com você... – disse ela com raiva, desviou-se rapidamente.
Pedro não conseguia parar de pensar em Rebeca. Mas viu ser mais difícil do que pensava recuperar sua confiança.
Rebeca sabia que David estaria em um clube próximo onde iria tocar. Ela entrou no clube e animou-se ao vê-lo. 
David desceu de palco pra ir embora, não estava se sentindo bem, seus pensamentos em Rebeca o incomodavam. Uma garota, porém, se aproximou:
- David... Eu sou uma grande fã da banda – disse a garota animada.
- É... Valeu, eu tenho que ir agora... – falou David tentando se desviar, no entanto, ela o barrou.
- Eu queria saber se a gente não pode sair qualquer dia desses.
David ao olhar para o lado viu Rebeca. Furiosa por vê-los ela saiu do clube. David foi atrás dela.
- Rebeca... O que está fazendo aqui? – perguntou ele correndo atrás dela.
- Vim conversar com você... Mas não se preocupe já estou indo embora!... Vejo que está ocupado!
Ele a alcançou a fazendo virar-se:
- Ela é só uma fã, não é nada demais... Está com ciúmes? – perguntou ele confuso.
- O que? Claro que não!... - alterou-se ofendida - Eu entendo que você... É um cara bonito... Charmoso...
- Então me acha bonito! – falou David cruzando os braços.
- Claro que não!... Você é muito convencido mesmo! – gritou ela com raiva.
- Quer saber Rebeca? Eu já estou cansado de tentar te entender! Primeiro você me rejeita... E agora age desse jeito... Já chega! – saiu firmemente.
Vendo-o sair, ela adiantou-se:
- Espera! – gritou de sobressalto – eu... Só vim dizer... Que eu quero ficar com você!
David parou por um instante.
- Tem certeza? – perguntou David se aproximando intrigado.
- Sim... Eu sempre quis... Desde do que aconteceu no acampamento não consigo parar de pensar em você... Eu gosto de você David! – confessou Rebeca olhando-o fixamente.
- Eu não entendo... Por que não me disse isso antes... – indagou-a ele.
- Eu... Estava confusa... – ela baixou a face.
Ele encostou o rosto sobre o dela e pôs as mãos em seu rosto.
- Quer dizer que me aceita? – disse ele sério.
- Sim... Sim! – respondeu ela sorrindo extasiada.
Quis gritar o mais alto que pôde. David sorriu para ela. Pegando em sua cintura, juntou-a junto a si. Pressionou seus lábios com vontade. Rebeca elevou suas mãos até o pescoço dele. Deixando-se se entregar a ele finalmente. Como a realização de um desejo esperado.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013


Capitulo 38

David saiu. Determinado a esquecê-la. Mais uma vez o havia rejeitado. Alguma coisa em seus olhos dizia que o queria tanto quanto ele, mas não podia ignorar o que sua boca dizia. Decidiu que não iria mais tentar convencê-la.
Rebeca permanecia no mesmo lugar. Agachada no chão chorava. Lágrimas que pareciam dilacerar. Tinha conseguido o que queria. Ele nunca mais ia querer vê-la, porém, sentia uma grande dor.
De repente a porta de seu quarto se abriu. Era Raquel. Tinha vindo disposta a discutir, mas ao ver Rebeca agachada chorando, estremeceu.
- Rebeca... O que aconteceu? – perguntou ela perplexa.
- Raquel! – Rebeca disse contente em meio ao pranto.
Esqueceu-se de toda a briga e abraçou forte sua amiga. Chorou em seus ombros como se nada houvesse passado. Raquel não entendia o que estava acontecendo, mas não teve coragem de repeli-la.
- Me perdoa Raquel... – falou Rebeca enquanto a abraçava mais forte. Distanciou-se e olhou-a – eu tenho que te contar...
- Não precisa – interrompeu-a Raquel – Viviane já me contou tudo... Por que não me disse antes?
- Eu sabia o quanto você gostava do David! – respondeu ela.
- Eu... Também tenho que dizer algo... Eu combinei com a Nicole de me vingar de você...
- Eu sei – a voz de Rebeca saiu definitiva.
- Você sabia? – falou Raquel surpresa – e... Por que não me entregou?
- Por que você podia ser expulsa!
Raquel ficou em silêncio por um instante. Percebeu o quanto egoísta tinha sido. Abraçou Rebeca de volta.
- Me perdoa Rebeca...
No dia seguinte, Nicole veio falar com Raquel. Falou-lhe que já sabia a melhor hora de colocar o pen drive. Teria uma apresentação no teatro da escola onde todos estariam lá. Seria a hora perfeita.
Depois, após chegar a hora da apresentação, todos se dirigiram para a sala de teatro. Nicole pegando em Raquel saiu em silêncio e foi para os corredores. Ao chegarem a sala delas, Raquel hesitou:
- Nicole não sei se é o certo... Eu não posso fazer isso com a Rebeca! – falou ela com medo.
- O que? Vai dar pra trás agora?... Você é mesmo uma covarde! Mas não é só a você que isso interessa. Quero a Rebeca expulsa pra ficar longe do David de uma vez! – pegou o pen drive da mão de Raquel – se você não quiser fazer isso, eu faço!
Raquel parou por um instante. Estava sem saída.
- Está bem! – respondeu Raquel – volta pro auditório pra que ninguém perceba! Eu vou colocar o pen drive na mochila dela.
- É melhor mesmo! 
Após a apresentação, o diretor foi até sua sala. Procurou em todos os lugares, mas não conseguiu achar o pen drive. A secretária afirmou que o pen drive havia sumido desde o dia anterior. 
- Mas uma das alunas acabou de dizer que foi um dos alunos, senhor!
-E quem seria esse?
- Na verdade não sei senhor, a aluna em questão não me disse, nem deu sua identificação, apenas ligou-me na secretaria! - afirmou a senhora.
O reitor decidiu então, procurar nas bolsas de todos os alunos para achá-lo. Não considerava isso uma medida cabível, mas necessária.
A secretária passou em todas as classes acompanhada do diretor. Quem fosse pêgo com o objeto seria imediatamente expulso. Chegou a vez da classe de Rebeca. Nicole sorria triunfante. Raquel estava nervosa. A assistente revistou todas as bolsas minuciosamente.
Já Havia revistado a metade das carteiras. Era a vez de rebeca. Tirou todas as suas coisas da mochila. Nicole quase não se continha de alegria.
- Nada! – falou a secretária firmemente.
Nicole estremeceu. Como não haviam achado nada? Raquel tinha colocado! Foi sua vez de ser revistada. Tiraram todas as suas coisas e entre seu caderno foi achado o pen drive.
- Aqui está! – disse a assistente!
- O que? – Nicole mal podia acreditar no que estava ouvindo. Olhou pra Raquel com raiva – foi você! Sua...
- Venha comigo Nicole! – ordenou o diretor.
- Não diretor... Foi a Raquel... Foi ela! – gritou Nicole enquanto Raquel e Rebeca riam.
O diretor pareceu involúvel. Nicole lembrou, então, de Henrique.
- Senhor, eu posso provar! Foi o Henrique que entrou na sala! - apontou para ele.
- O que? – falou Henrique surpresa por ela o ter entregado.
- Foi ele! Diretor eu posso provar! – insistiu Nicole.
- Reitor... – exclamou Julia levantando-se – o Henrique só entrou na sala por que ela mandou! Ela queria colocar na bolsa da Rebeca!
- Cala boca Julia! – gritou Nicole.
- Nicole e Henrique... Venham comigo! – ordenou o reitor.
Todos da sala começaram a comentar depois que eles saíram.
- Vocês viram a cara dela? – riu Raquel.
- Gostei de ver Raquel!– falou Viviane.
No dia seguinte, á tarde na casa de Raquel, Rebeca e ela conversavam:
- Senti falta das nossas tardes do sorvete, sabia? – comentou Raquel.
- Eu também! Emagreci uns três quilos! – afirmou Rebeca.
As duas riram.
- Eu... Já soube o que o Pedro fez pra você – falou Raquel. Rebeca mudou a expressão – ele é um idiota!... Você ainda pensa no David?
- Não! Claro que não! – respondeu ela surpresa com a pergunta.
- Não precisa mentir Rebeca, eu sei que gosta dele – Raquel de repente desviou o olhar – como eu fui cega! ...O jeito que ele te olhava... O jeito que ele sempre te olhou... Rebeca, você tem que falar com ele!
- Eu não posso! Ele... Ele nunca vai me perdoar!
- É claro que vai! Ele gosta de você! Não viu o jeito como ele te defendeu na briga? – comentou Raquel em tom de admiração.
Rebeca sorriu. Porém, em seu íntimo, sabia o quanto o havia magoado. 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013


Capitulo 37

Depois, Viviane veio falar com Rebeca no intervalo. Parecia assustada.
- Rebeca, eu falei com a Raquel... – começou Viviane – ela disse que pretende se vingar de você... Eu tentei convencer ela... Mas...
Foi interrompida por Julia que chegou apressada.
- Rebeca, eu sei o que a Raquel vai fazer!... Eu ouvi ela combinando com a Nicole de colocar algo da sala do diretor na sua mochila pra que você seja expulsa!
- Não, eu não acredito que a Raquel seria capaz! – falou Rebeca perplexa.
- Eu não tenho tanta certeza – afirmou Viviane – ela estava muito magoada! – dirigiu-se para Julia – você é amiga da Nicole porque a gente devia confiar em você?
- Nicole não é amiga de ninguém! – Julia mudou a expressão – E eu sou muito grata a vocês por terem me ajudado a me vingar do Tomás... Agora a gente tem que denunciar elas pro diretor!
- Não! – falou Rebeca de sobressalto – a gente não pode fazer isso!
- Mas Rebeca... Se deixar que elas façam isso você vai ser expulsa! – contestou Julia para convencê-la.
- Mas se a gente contra pro diretor... A Raquel vai ser expulsa! – respondeu Rebeca.
- Eu vou falar com ela! – disse Viviane com raiva em tom de decisão.
- Não! Viviane... Espera! – gritou Rebeca, no entanto ela não lhe deu ouvidos.
Viviane saiu determinada. Ao se aproximar de Raquel pediu para conversarem em particular na sala de computação.
- Eu sei de tudo Raquel! – começou ela firmemente.
- Do que está falando?
- Do seu plano sujo com a Nicole para expulsar a Rebeca... Como você pôde Raquel? – disse ela indignada.
- Do mesmo jeito que ela pôde me trair e mentir pra mim! – vociferou a outra demonstrando forte mágoa.
- Não aconteceu do que jeito que você pensa! – Viviane parou por um instante -... Rebeca pediu pra que eu não te contasse, mas... Agora não importa!... Os dois ficaram no acampamento... Ela acabou se apaixonando por ele... E depois ela descobriu que as cartas tinham sido enviadas pra ele por engano... Mas decidiu ficar longe dele por que sabia o que você sentia!
Raquel calou-se sem reação.
- Por que ela não me disse isso antes? – indagou confusa quebrando o silêncio.
- Ela mentiu sim!... Todo esse tempo ela escondeu seus sentimentos pra que você não sofresse!
Raquel não conseguiu obter uma resposta.  Observou Viviane bater a porta com força.
Após a aula, Pedro saia do colégio quando esbarrou com Alex, líder da banda kings.
- Você é o Pedro, não é? – Perguntou Alex – eu me lembro de você daquela noite no clube!
- Sim, o que você quer? – falou Pedro ríspido.
- Eu soube que você era o baterista da banda do David... Nós estamos precisando de um - propôs.
- Eu não sei...
- Qual é Pedro! Se aceitar podemos vencer a batalha das bandas!... Será contra a banda do David! – afirmou Alex sabendo que Pedro odiava David.
Pedro, então, sorriu malicioso. E aceitou ser o novo baterista do kings.
À tarde em casa, Rebeca tentava se concentrar na lição, mas seus pensamentos em David estavam cada vez mais fortes. “Por que não consigo esquecê-lo”? “Por mais que eu tente...”. Pensava ela.
Sentiu um grande frio entrando pela janela de sua sacada. Levantou-se para fechar as portas. Deparou-se assustada com David através das cortinas.
- O quê... O quê está fazendo aqui? – disse ela surpresa – como entrou?
- Eu precisava falar com você... Eu não podia te ver na escola então... – David não tirava os olhos dela – Eu preciso de uma explicação Rebeca...
- Não há explicação... – ela tentava proferir as palavras, mas via ser impossível.
Ele tentou se aproximar. Ao senti-lo perto ela recuou.
- David... Vá embora... Por favor... – pediu ela suplicante.
- É isso que você quer não é? – ele andava em sua direção fixando os olhos sérios e penetrantes – que eu perca a cabeça toda vez que penso em você... – ela se distanciava sem tirar os olhos dele, como se estivesse hipnotizada.
Encurralou-a na parede. Ela respirava pesado. Ela o sentiu colocando a mão em seu rosto. Estremeceu. Ele aproximou-se com firmeza e desejo. Até sua boca à espera.
- Não... – sussurrou Rebeca abaixando o rosto.
Ele se distanciou bruscamente. Sentindo a rejeição.
- Está bem! – disse finalmente ele, tentando não demonstrar o que sentia.
Saiu. Deixando-a. Rebeca permaneceu no mesmo lugar onde o sentira tão perto. Foi escorregando aos poucos. Junto às lágrimas.