segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Recado importante Ola, devido a problemas no meu computador eu vou ter que suspender as postagens por uma semana mais ou menos. Nao desistam do blog logo eu volto com as postagens normais... beijos

sábado, 28 de dezembro de 2013


Capitulo 66

Na escola, Rebeca veio falar com Nicole.
- Eu só queria agradecer por ter me contado sobre a Pâmela! – disse Rebeca.
- Tudo bem... Eu só fiz isso pra concertar o meu erro! Quando eu descobri que o David estava preso eu me senti péssima por ter ajudado ela! – Nicole confessou arrependida – ...Fiquei sabendo que ele saiu da cadeia!
- É!...Mas eu prefiro não falar nele... – Rebeca respondeu desviando o olhar.
- Por quê? O que aconteceu? – a outra a encarou intrigada.
- Ele estava me enganando com a Pâmela!...
- Eu... Sinto muito Rebeca! - Nicole exclamou surpresa. Sentiu no fundo culpa por ter ajudado Pâmela - eu... Tenho que ir! Qualquer coisa pode contar comigo! 
Raquel ao aproximar-se de Rebeca, observou Nicole sair:
- Rebeca ficou maluca? Por que estava conversando com ela?
- Eu não te contei, mas foi ela que me contou sobre a Pâmela ter denunciado o David!
- Será que ela se arrependeu de verdade? – Raquel a indagou desconfiada.
- Não sei... Mudando de assunto, onde você foi ontem à noite? Eu liguei pro seu celular e você não retornou!
- Estudando! – Raquel disfarçou apressada – minha mãe resolveu pegar no meu pé essa semana!
Rebeca a olhou intrigada, ela parecia estar escondendo algo.
Depois, Pâmela encontrou Nicole indo até as salas.
- Soube que você abriu a boca pra Rebeca, não é? – disse séria a encarando. 
- Isso mesmo! Eu não tenho medo de você! Se quiser pode ir falar o que quiser pro diretor! – rebateu com raiva.
- Está brincando? Não poderia ter feito coisa melhor! – riu-se Pâmela – e agora que eu estou indo embora dessa escola não tenho mais nada pra fazer aqui! Já consegui o que queria! 
Após a aula, todos saiam da escola. Pedro avistou Rebeca.
- Rebeca espera! Preciso falar com você! – ele aproximou-se sorrindo – queria saber se já pensou sobre o que eu te disse aquele dia!
Rebeca havia pensado. Ele parecia estar arrependido. E depois de tudo, precisava de um amigo.
- Sim... – ela respondeu - eu aceito a sua amizade! – completou.
- É... Eu estava pensando que talvez você pudesse vir comigo em um clube aqui perto... Você precisa relaxar um pouco depois do que aconteceu!
-... Tudo bem! – ela respondeu sorrindo. Tentando não demonstrar sua tristeza.
Pamela foi até a casa de David. Encontrou-o tocando sua guitarra. Manuseava o instrumento com agressividade, como se quisesse expressar nas notas o que estava sentindo.
- Soube que você vai fugir novamente! – ela comentou chegando simpática.
- É! Como nos velhos tempos! – ele afirmou sério largando a guitarra.
- E a Rebeca? – perguntou cínica.
- Acabou... Acabou tudo! – abaixou os olhos. Sabia que ela estava muito magoada com ele e provavelmente não queria vê-lo nunca mais.
- Sinto muito! – Pamela colocou as mãos no ombro dele.
- Pamela... – David tirou as mãos dela de sobre ele ríspido - nada mudou entre a gente!
- Tudo bem! – ela sorriu fingindo não se importar com a rejeição dele – e quando você vai?
- Eu só preciso arrumar a grana pra dar o fora do país!
- Eu posso te ajudar! Eu sou amiga de um cara em um clube e ele está sem ninguém pra tocar hoje! – ela afirmou o convidando.
Após, Rebeca chegou ao clube com Pedro. Sentaram-se na mesa. Pediram um suco ao garçom. De repente Rebeca avistou David e Pamela entrando. Ele não a viu. Foi até o dono pedir para tocarem no show a noite.
Rebeca não conseguiu evitar o ciúme de ver eles juntos. Levantou-se bruscamente da mesa para ir embora. Pedro foi atrás dela.
- Rebeca não precisa ir embora por causa dele! – pegou no braço dela calmamente.
- Eu sei... – abaixou a face – é só que eu não consigo! Eu não consigo ver ele e fingir que não me importo!
- Tudo bem! Eu só vou ir pagar a conta! Me espera aqui! – Pedro tocou o rosto dela com as mãos.
David olhando para o lado percebeu os dois. Pedro tocando o rosto dela, pareciam muito próximos. Seu sangue ferveu de ciúmes.
- Fica longe dela! - chegou empurrando Pedro com força.
Bateu no rosto de Pedro o fazendo cair.
Todos de repente olharam assustados.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013


Capitulo 65

O pai de Rebeca estava em seu escritório analisando alguns papeis. De repente, deparou-se com o rosto de sua filha o encarando séria. Parecia ter chorado por muito tempo.
- Rebeca... O que aconteceu? – seu pai a indagou surpreso.
- Você estava certo! – doeu pra Rebeca dizer essas palavras – o David estava me enganando! – seu rosto mostrou uma seriedade anormal.
- Eu sabia que aquele garoto não era bom para você! – ele respondeu levantando-se da cadeira.
Rebeca abaixou a face.
- Eu andei pensando bastante... E eu vou para França como quer! – ela afirmou -... Mas só com uma condição!
Seu pai a encarou intrigado.
- Eu só vou para França... – continuou ela – se concordar em fazer o tratamento!
- Isso está fora de questão! – Paulo contestou firmemente – não está aberto a negociações.
- Se não fizer o tratamento eu não vou! – ela vociferou. Tinha que ser dura com ele, pois a saúde dele estava em risco – e não tente me obrigar senão eu fujo! Eu já tenho dezoito anos!
Olharam-se por um instante. Senhor Paulo encarou o olhar desafiador de sua filha.
Sem saída, então, o pai de Rebeca aceitou o acordo, deixando sua filha mais aliviada. Iria ter que seguir a risca todas as indicações do médico e fazer o tratamento corretamente.
No dia seguinte, Rebeca recebeu a visita de Raquel e Viviane em seu quarto. Ela contou tudo o que aconteceu a elas.
- Eu não acredito que o David estava te enganando! – Raquel comentou indignada.
- Você esta bem com isso tudo? – Viviane perguntou preocupada.
- Não... Mas eu vou ficar! Tenho que esquece-lo de uma vez por todas! – Rebeca afirmou decidida.
- É isso ai amiga! E pra começar que tal uma noite vendo filmes de terror e tomando sorvete? – Viviane pronunciou animada. Rebeca sorriu fingindo animação.
- Eu não vou poder! – Raquel disse tentando desvencilhar-se. Não queria contar que teria que ir ao jantar da casa de Pedro fingindo ser a namorada dele.
- Mas você não pode nos deixar numa noite tão importante como essa!– Viviane protestou.
- Me perdoa Rebeca! Eu prometo que outra noite eu fico com vocês! – ela desculpou-se simpática – eu tenho que ir agora!
Despediu-se rapidamente. Deixando Rebeca e Viviane intrigadas.
À noite, Raquel foi à casa de praia da vó de Pedro. Estava linda. Pedro abriu a porta rapidamente e a cumprimentou. Não disse nada sobre ela.
Pegou em sua mão, o que a fez estremecer.
- Quero que conheça meus parentes! – ele pronunciou na frente de seus tios. Pareciam bastante distintos.
- Prazer – falou Raquel gentil. O que deixou todos muito impressionados.
Ela foi recebida muito bem por todos eles. O que deixou Pedro bastante aliviado, pois se importava muito com a opinião de sua família.
- Vocês não vão dançar? – a mãe de Pedro convidou. Eles tentaram hesitar, mas foram vencidos por ela.
Pedro colocou a mão sobre o ombro de Raquel desconcertado. Dançaram pouco e logo a musica acabou.
- Quero apresentar a nova namorada do nosso filho! – disse a mãe de Pedro aos convidados – Raquel seja bem vinda à família!
Raquel de repente se sentiu mal por estar mentindo diante de todos. Todos então pediram pra que eles se beijassem para as fotos. Raquel tentou dizer não, no entanto, foi interrompida pelo beijo de Pedro que a pegou de surpresa.
Ela olhou tímida e saiu do salão em meio ao alvoroço de comentários. Pedro foi atrás dela que se encontrava na varanda.
- O que foi Raquel? – perguntou se aproximando.
- Nada – ela disfarçou rapidamente virando-se.
- Desculpe pelo beijo... É tradição da minha família – respondeu tímido – mas obrigada por estar aqui... É uma boa amiga! – ele se aproximou mais, sorrindo para ela.
Suas palavras dilaceravam dentro de Raquel.
- Eu falei com a Rebeca! – continuou ele – acho que finalmente eu vou conseguir a confiança dela e talvez fazer ela se apaixonar por mim – completou.
Raquel olhou para ele. Queria aquele olhar sobre ela. Mas ele só pensava em Rebeca. Foram interrompidos pela mãe dela novamente.
- Ah, ai estão os pombinhos! – disse ela contente – venham, o jantar vai ser servido!
Pedro pegou na mão de Raquel e a conduziu de volta a festa.
Após esse dia, David foi até o escritório do pai de Rebeca.
- Minha filha não está! – Paulo afirmou o vendo – e tenho certeza que ela não quer vê-lo mais!
- Eu não vim falar com a Rebeca! – David respondeu ríspido – vim dizer que não vou poder testemunhar contra o meu pai no julgamento!
- Quer dizer que não irá cumprir com nosso acordo!
- Eu tenho as minhas razões!
- Tal igual ao pai... – vociferou Paulo furioso – você é um mau caráter como ele!
- Olha aqui... – David tentou se acalmar diante das palavras de Paulo – eu só vim avisar que não se preocupe com o dinheiro que pagou pra que eu saísse da cadeia que assim que puder eu irei pagá-lo, nem que me custe minha própria vida! – ele afirmou firme – e sobre a Rebeca... Ela nunca mais vai me ver, eu prometo!
Saiu batendo a porta com força.
Senhor Paulo não podia negar que havia nisso certa vantagem. Com David longe de sua filha, poderia mantê-la protegida. Seria melhor assim.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013


Capitulo 64

David não podia acreditar na audacidade do pedido de seu pai.
- Quer que eu minta pra você no julgamento? – David o encarou com certa indignação.
- Veja bem... – Sergio disse se aproximando – poderia voltar para Espanha comigo! Ter uma vida melhor do que essa! – falou com desdenho.
- Não preciso de nada seu!... Se não percebeu eu não sou igual a você!... Não passa de um criminoso vestido em ternos importados!
As palavras de David o magoaram profundamente.
- Eu só fiz o que fiz para defender seu futuro! – seu pai se defendeu -  Descobrimos que nosso outro sócio iria desviar uma grande quantia das empresas! Eu fiz isso para prover que tivesse um legado!
- Não finja que se importa comigo! Você só fez isso por você! – David gritou com raiva – não precisa se preocupar eu não vou testemunhar contra você! Mas não me peça pra mentir a seu favor... Não há mais nada o que fazer aqui! – apontou com o braço a porta.
Seu pai saiu calmamente, mas dentro de si se sentia muito mal pela rejeição de seu filho.
Após contar tudo que tinha acontecido a Pedro, Rebeca se sentia melhor.
- Obrigado Pedro... Por me ouvir! – ela agradeceu sorrindo com certa tristeza – é muito bom poder conversar com alguém!
- Rebeca eu só quero provar que eu estou arrependido... – disse ele – me dá uma chance... Só como amigo, nada mais!
- Pedro... Eu estou muito confusa agora... – Rebeca respondeu cabisbaixa.
- Eu entendo! – Pedro sorriu compreensivo.
Rebeca olhou-o com outros olhos naquele momento.
- Eu tenho que ir! – Rebeca despediu-se saindo rapidamente.
 Pedro olhando-a sair, pensou que finalmente estava conseguindo a confiança dela.  
Depois, os companheiros de banda de David, Sheyla e Wine, estavam em seu apartamento.
- Então quer dizer que vai ter que fugir mais uma vez? – Sheyla o encarou aflita.
- Sim... – David respondeu sério, encostado a parede com os braços cruzados. Parecia pensativo.
- Eu não acredito que vai fugir novamente! – Sheyla disse indignada – e a Rebeca? Já disse a ela?
- Sim...
- Você gosta dela David! – Sheyla afirmou.
- Eu sei! E é por isso que eu tenho que ir! – ele falou com certa raiva – não posso deixar que a machuquem! – torceu os pulsos.
- Nós vamos com você! – ela falou firmemente.
- Não! – David se aproximou – eu não vou deixar vocês fazerem isso!
- Somos uma banda! Não podemos nos separar!
- Agora é perigoso Sheyla! – ele olhou-a fixamente – não podemos arriscar! Eu não quero tirar a oportunidade de vocês tocarem no show! – David sorriu tentando esconder seus sentimentos.
Sheyla abraçou-o forte. Ele era como um irmão para ela, não suportava a ideia de ficar longe dele, mas sabia o quanto ele era cabeça-dura.
- Quando você vai? – ela o indagou.
- Só o tempo de descolar a grana para sumir daqui! – ele respondeu sorrindo.
Rebeca estava em seu quarto, havia pensado bastante. Não conseguia acreditar que David a tinha enganado.
Quando fechava os olhos só conseguia vê-lo, dizendo que não a amava. Não conseguia suportar a dor que estava sentindo. Lembrava que algum tempo atrás, estava em seu quarto, dormindo sobre o colo de David, quando descobriu sobre a doença de seu pai. Se sentiu tão segura em seus braços. Mas era tudo uma mentira. Ele iria embora e nunca mais voltaria. Se esqueceria dela.
Sheyla foi até a casa de Pâmela. Entrou sem avisar.
- Preciso falar com você Pâmela! – falou ríspida.
- Ah que bom que você veio Sheyla! Eu queria mesmo falar com você sobre o empresário espanhol!
- Nós não vamos precisar de um empresário, o David não vai fazer o show! – cruzou os braços a encarando – mas acho que sabia disso, não sabia?
- O que quer dizer com isso? – Pamela perguntou séria.
- Eu tenho quase certeza que você armou tudo isso pro David ter que fugir! Era isso o que você queria o tempo todo! Você sempre foi uma interesseira! Queria que ele voltasse pra Espanha com você, não é? Pra que ele volte pra casa do pai dele e você aproveite o dinheiro dele!
- Eu? Tem certeza que sou eu que me aproveito do David? – a rodeou sorrindo maléfica.
- Eu não vou cair na sua conversa!... Pode apostar que não importa se o David voltar pra Espanha, ele nunca vai voltar com você! A única garota que ele gosta é a Rebeca! – sheyla afirmou com raiva.
- Tem certeza? – riu Pâmela.
Sheyla saiu furiosa enquanto sentia a vitória da outra sobre si. Pâmela agora já sabia que David iria fugir como planejara. E sabia que iria conquistá-lo com facilidade.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013


Capitulo 63

David retirou a mão de Rebeca de sobre seu rosto. Sua face tomou um tom mais sério. Distanciou-se alguns passos.
- Eu também tenho que te falar outra coisa... 
O olhar ainda atônito dela o encarou.
- Eu só saí da cadeia, por que concordei em testemunhar no julgamento - o olhar desviou-se. 
A expressão surpresa e esperançosa o respondeu. Viu-a chegar mais perto.
- David... Eu sei que é difícil pra você testemunhar contra o seu pai... – suas mãos repousando leves sobre seu peito. Logo seguindo o rosto amoroso - mas tem que fazer a coisa certa!
- Eu não posso! –falou a voz, ainda incerta.
- David... – tentou tocá-lo, mas ele se desviou.
- Eu não posso Rebeca! – sentenciou firme.
Ela não sabia que para ele, mais difícil do que testemunhar contra seu próprio pai seria perdê-la. Não podia deixar que a machucassem.
Diante da recusa, Rebeca viu-se agitada por um desespero:
- Então o que vai fazer? Vai fugir novamente? – encarou-o.
- Eu preciso... – ele abaixou o rosto para não encarar os olhos dela.
- O Quê? ... David, você... Não pode ir embora...  – ainda incrédula, os lábios tremiam – não pode me deixar aqui... David! – suplicava.  
- Entende Rebeca, eu não mereço você! – vociferou contrito. O olhar finalmente encarando-a para logo em seguida recuar, covarde – vai ser melhor assim...
- Eu não preciso que você me proteja! Eu não sou essa garota frágil que você e meu pai pensam que eu sou! – disse com certa raiva misturada em aflição – Por favor, David... –tocou seu rosto de forma terna – eu... Eu não posso ficar sem você – uma lágrima ameaçava cair – eu te amo!
Ao ouvir as palavras de Rebeca David estremeceu. Tornava-se mais cruel o que iria fazer. Mas era preciso. Fechou os olhos quase como querendo parti-los. As mãos suando. 
- Eu menti pra você! - distanciou-se tornando-lhe as costas - Eu vou embora... Mas não vou sozinho. – após uma grande pausa – Pâmela vai comigo!
As palavras de David pareceram dilacerar. Não podia acreditar. De repente, tudo o que Pâmela tinha dito fez sentido. “Ele não gosta de você! Ele não conseguiu me esquecer!”.
Rebeca sentiu como se o chão estivesse se abrindo.
- Você disse que eu podia confiar em você! – a voz quase não saiu ainda petrificada. Cresceu junto à raiva que a invadiu – que nunca mentiria pra mim! 
- Sinto muito! – disse. No tom mais frio que conseguiu. O rosto contristado em uma forma rígida.
Rebeca permitiu que a lágrima se rompesse. Olhou-o ainda.
-... Eu não quero te ver nunca mais!
Após a porta se fechar, David desabou sobre o sofá. Levando às mãos a cabeça respirava com dificuldade. O coração explodindo, quase encerrando a garganta.
Rebeca andava sem rumo. Já não via. Tudo se tornara embaçado pela dor que a machucava. Não sabia se deveria voltar para casa, encarar o rosto sério de seu pai lhe dizendo que estava certo, seria a pior coisa naquele momento. Encostou-se a uma árvore no parque. Deparou-se então, com a mesma árvore. Se perguntava o porquê. Porque as cartas tinham ido para David. Talvez, se elas tivessem ido para Pedro não sentiria o que estava sentindo.
Sentiu alguém chegar. Surpreendeu-se ao deparar-se com Pedro.
- Rebeca? O que esta fazendo aqui desse jeito? – reparou nos olhos vermelhos da garota.
- Nada! – ela tentou desviar-se dele.
- Espera Rebeca! Fala comigo! – ele pegou no braço dela calmamente.
Rebeca estava muito fraca para rejeitar qualquer ombro amigo. Aceitou, então, conversar com ele. Sentaram-se em um banco próximo.
- Eu sei que eu sou a ultima pessoa que queria ver no mundo – ele falou compreensivo.
- Bem... Talvez não a ultima –forçou um sorriso nervoso. De repente sentiu-se romper em lágrimas.
- Me conta o que aconteceu! – ele pediu olhando-a.
- David. – Confessou cabisbaixa. Ainda em prantos.
Não precisou dizer mais. Pedro há tempos desconfiara da relação dos dois. E ao ouvi-la pôde perceber que a mesma acabara.
Pedro, então, sentiu renascer a esperança de conquistá-la novamente.
A porta da casa de David se abriu lentamente. Era seu pai. Sérgio Martins.
- Então é aqui que você mora! – o comentou ao entrar olhando para o apartamento humilde com certo desdenho.
- O que está fazendo aqui? – David levantou-se bruscamente encarando-o.
- Vim falar com você... – o senhor olhou-o com autoridade.
- Não tenho nada pra falar com você!
- Eu quero saber se é verdade que você fez um acordo com Paulo pra que ele te tirasse da cadeia...
- Sim... – David respondeu finalmente. Encarou-o. A raiva aparecendo por todo seu corpo.
- Então... – a surpresa de seu pai mostrou-se na rigidez de suas feições.
- Sim, eu sou a única testemunha do seu crime sujo! – David cerrou os pulsos.
Sérgio desesperou-se. Temia que seu filho contasse a verdade ao tribunal.
- Mas não se preocupe – David continuou – eu não vou contar nada!... Já vieram trazer o seu recado! – atravessou o recinto em direção a porta.
Sérgio não entendeu a afirmação de David. Pois não sabia que Bruno, capanga de seu sócio Carlos, havia ameaçado seu filho.
- Filho... Eu vim lhe propôr algo... – seu pai disse sério.
David apenas olhou-o friamente.

- Vim pedir que aceite testemunhar ao meu favor no julgamento!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013


Capitulo 62

Pâmela pareceu não se chocar com a acusação de Rebeca que a olhava com raiva. Sorriu enfim. O que deixou Rebeca desconcertada.
- Foi você, não foi? – Rebeca encarou-a se aproximando.
- Acha mesmo? Pensa bem Rebeca... – rodeou-a – por que eu denunciaria o David?
- Eu não sei... – Rebeca tentou achar uma razão, mas não encontrava – mas sei que foi você que armou pra mim e o David sermos pegos pelo meu pai!
- Isso é verdade! – Pâmela respondeu sorrindo.
Rebeca de repente se surpreendeu com a coragem de Pâmela de admitir o que tinha feito.
- Mas eu só fiz isso pelo seu bem Rebeca!
- O que? – a outra disse surpresa – meu bem?
- Sim... O David não gosta de você! Eu não queria que ele continuasse a te enganar... Na verdade, ele nunca conseguiu me esquecer... Por que acha que eu vim? - disse séria. Quase como um conselho amigável.
- Isso é mentira! – Rebeca vociferou – o David me ama!
- Bem... – riu-se Pâmela consigo mesma – Quem ama não esconde segredos, certo?
- Ele não esconde nada de mim!
- Mesmo?... Então por que não pergunta a ele? - ela se aproximou - Por que não pergunta... O verdadeiro motivo dele ter vindo pro Brasil? – Pâmela disse firmemente.
Rebeca diante do olhar vencedor da outra saiu rapidamente. Pâmela olhou-a triunfante.
Na lanchonete, Raquel chegou rapidamente e encarou o rosto de Pedro a esperando na mesa.
- Por que ligou pra mim? – ela perguntou esbaforida.
- Eu tô ferrado Raquel! Minha mãe ficou sabendo que você é minha namorada! – Pedro viu Raquel se envergonhar – quer dizer... Minha namorada de mentira... Ela quer que eu te apresente a nossa família!
- O que? – Raquel se assustou – você tem que dizer a verdade Pedro!
- Eu não posso!... Meus pais nunca ficaram tão animados... Eu nunca apresentei nenhuma namorada pra eles...
- O que a gente faz então? – Raquel perguntou confusa.
- Se você pudesse fingir que é minha namorada pelo menos no jantar...
- Não sei Pedro... – ela tentou hesitar com medo.
- Por favor... – Pedro a olhou carinhosamente – não esquece que foi você que me meteu nessa furada! - sorriu ele.
Raquel sorriu com o jeito dele de a criminar. Acabou aceitando ir ao jantar dos pais dele, pois não conseguia dizer não a Pedro. Não queria, mas a cada dia mais, a verdade, era que estava se apaixonando por ele.
David permanecia no mesmo lugar. Calado, pensativo. Não podia cumprir o acordo com o pai de Rebeca senão ela estaria em perigo. Não suportava a ideia de perdê-la. Mais uma vez seu passado o impedia de ser feliz, mas não podia tirar de Rebeca essa chance.
Ouviu a porta se abrir bruscamente. Era ela.
- Rebeca? – ele disse, se surpreendendo com a presença dela.
- Fiquei sabendo que foi solto. Por que não veio me ver David? – ela perguntou intrigada.
- Eu... – ele tentou buscar palavras para desculpar-se – não pude...
- David... – ela se aproximou – eu preciso saber... Qual o verdadeiro motivo de você ter vindo pro Brasil!
A afirmação de Rebeca pareceu como um choque. Tinha que contar a verdade de uma vez por todas.
- Rebeca – ele pegou nos braços dela olhando em seus olhos fixamente – eu te contei que meu pai é Sergio Martins, se lembra? –completou em tom sério.
- Sim... Eu sei que seu pai é acusado de ter desfalcado os milhões da empresa que ele era sócio... Mas meu pai me disse que nada foi provado... Que havia certa evidencia de uma única testemunha... Mas que foi descartada! – completou confusa.
- Tem algo que eu tenho escondido de você... - ele baixou o olhar – eu... Sou a única testemunha!
Rebeca distanciou-se surpresa e confusa ao mesmo tempo.
- Então quer dizer... – ela tentou falar em meio ao espanto.
- Sim, eu sou a testemunha do julgamento! – ele se aproximou.
- Como? – ela perguntou sem entender.
- Depois que minha morreu... Eu descobri que meu pai não estava morto! Eu era menor de idade então fui obrigado a morar com ele na Espanha. Fui contratado pela empresa como estagiário pra agradar meu pai. Um dia, então, eu ouvi meu pai conversando com o seu sócio Carlos em uma sala, sobre o desfalque que haviam cometido.
Rebeca surpresa levou às mãos a boca.
- Eu fugi da Espanha para a Alemanha, com medo de ter que testemunhar contra o meu próprio pai!... Depois que o crime foi descoberto e meu pai indiciado... Vim para o Brasil para que ele não me encontrasse...
- Por isso você roubou aqueles documentos da sala do diretor! – Rebeca começava a ver que tudo fazia sentido. Ela aproximou-se dele – por que não me contou? 
- Eu não podia Rebeca... – baixou o olhar.
Rebeca sentiu uma grande vontade de devolver a felicidade aos olhos que guardavam tantos sofrimentos.
Ela colocou a mão em seu rosto, ele pegou em sua mão fortemente. Sentindo seu cheiro. Ele sabia que seria a ultima vez.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013


Capitulo 61

David foi chamado à sala do delegado. Olhava-o sério já sabendo quais seriam as suas palavras.
- Parabéns David!... O senhor Paulo pagou sua fiança... Você está solto! – o delegado disse esperando ver nele felicidade, porém sem sucesso.
David viu as algemas de suas mãos serem soltas, mas a que preço! Teria que cumprir o acordo com o pai de Rebeca.
Depois, o pai de David, Sérgio Martins, estava em seu apartamento quando recebeu a visita de seu sócio Carlos Oliveira.
- Você aqui?...O que quer? – Sergio perguntou intrigado. Carlos entrou sem dizer uma palavra – achei que nos comunicaríamos apenas por telefone enquanto estivesse aqui!
- Eu tive que vir... Eu fiquei sabendo sobre a prisão do seu filho... – sentou-se no sofá – mas uma coisa me deixou intrigado... Ele foi solto esta manhã... Senhor Paulo foi quem pagou a fiança dele!
-... Acha que ele... – Sergio tentou falar diante do susto.
- Eu avisei que era muito estranho ele ter fugido da Espanha daquele jeito! – afirmou Carlos firmemente – não podemos deixar que isso nos atrapalhe pois qualquer coisa pode ser usada contra nós no julgamento!
- Eu vou falar com ele! – Sergio disse não querendo que Carlos tomasse sua providencias.
- Faça o que quiser!... Mas é melhor que ele não faça nada! – Carlos ameaçou com um tom de sutileza que era de sua personalidade fria. Em sua mente, já tinha planos de como resolveria o problema.
Bateu a porta com força. Sergio sentou-se intrigado.
Pâmela estava saindo da escola, quando deu de cara com a banda kings.
- Vocês são idiotas? – ela perguntou com raiva – quer que todo mundo me veja falando com vocês?
- Eu fiquei sabendo que o David foi solto! – Alex a encarou pressionando-a – você disse que ele não sairia da cadeia tão cedo!
- Eu sei o que eu disse! E também sei quem ligou para que o David fosse solto!
- Quem? – Alex perguntou intrigado.
- Eu! – a voz de Pâmela saiu absoluta.
- O que? Achei que tivéssemos um acordo! – ele gritou com raiva.
- Calma ai! Isso faz parte do meu plano! – ela sorriu – não se preocupa... O David não vai tocar no show! – ela pegou sobre o queixo dele, saiu deixando-o confuso.
Rebeca estava no quarto, quando ouviu a porta se abrir.
- Oi Rebeca! – Nicole disse tímida.
- Nicole? – Rebeca disse levantando-se sem entender a presença dela – o que veio fazer aqui?
- Eu tenho que te contar algo muito importante! – Nicole segurou os dedos das mãos com força, estava nervosa – eu sei quem denunciou o David!...Foi a Pâmela!
- A Pâmela?... Como sabe disso? – Rebeca perguntou incrédula.
- Ela me usou pra mandar a mensagem do seu celular... Pra que seu pai o vissem juntos!... Me desculpa Rebeca... – ela baixou os olhos – mas eu juro que eu não sabia sobre o David ser preso!
Rebeca mal podia acreditar no que tinha ouvido. Ela sabia que havia algo de obscuro em Pâmela desde a primeira vez que a viu, mas parecia mais perigosa do que imaginava. Mas por que ela queria que David fosse preso? Quais seriam os planos dela?
David recebeu o abraço de seus companheiros ao chegar livre em casa.
- Você me deu um susto enorme seu idiota! – Sheyla disse emocionada.
Porém, eles viram que David não parecia estar feliz. Ele preferiu não contar, só disse que queria ficar sozinho. Após ser deixado pelos seus amigos, sentou-se no sofá pensativo.
E agora o que iria fazer? Ele se perguntava. Devia ao pai de Rebeca o acordo que tinham feito.  Como ele soube sobre o seu segredo? Quem poderia ter dito?
A porta se abriu bruscamente. Era Bruno.
David levantou-se. Sabia quem ele era. Era o capanga do sócio de seu pai, Carlos. Capangas eram muito comuns no mundo dos negócios. Eram funcionários de confiança de empresários que serviam para resolver qualquer tipo de problema. 
- Eu só vim mandar um recado do meu patrão... É melhor você não abrir a boca, ou estará correndo perigo.
David cerrou os olhos confusos.
- Pensa bem! – continuou Bruno – não vai querer que sua namorada Rebeca se machuque, não é?
- Como sabe dela? – David tremeu – andaram me espionando?
- Não podemos deixar escapar nada que seja do nosso interesse!... Está avisado! Não se intrometa, ou sua namorada vai pagar! – fechou a porta com força.
David bateu a mão derrubando o abajur. Sentou-se no sofá levando às mãos a cabeça. Não podia cumprir o acordo ou machucaria quem mais gostava.
Rebeca bateu no apartamento de Pâmela, estava determinada a tirar o que ela tinha feito a limpo.
- Rebeca! Quem bom ver você! – Pâmela sorriu simpática ao abrir a porta – pode entrar!
- Eu vim falar com você! Por que eu já sei que foi você quem denunciou o David pra ele ser preso! – Rebeca afirmou com raiva. 

sábado, 21 de dezembro de 2013


Capitulo 60

O delegado ouviu a voz ao telefone intrigado. Desligou em silêncio. Parecia sério.
Enquanto isso, Nicole pensava no que Pâmela tinha feito. Ela não queria que David fosse preso. Mas tinha sido usada por ela. “Você não se cansa Nicole?... Se continuar assim vai acabar ficando sozinha!”. Lembrava-se das palavras de Raquel. Não podia negar o quanto sentiu péssima consigo mesma. Decidiu então que contaria toda a verdade para Rebeca, não importa o que custasse.
Depois, o delegado recebeu a visita de Paulo, pai de Rebeca. Ele entrou na sala sério. Eram amigos íntimos, mas diante de todos deviam manter a cordialidade.
- Mandou me chamar delegado? – perguntou ele.
- Sim... Nós detemos a pouco um garoto de nome David Martins... Acusado de participar de um raxa...
Sr. Paulo se surpreendeu com a notícia. Isso só aumentou seu ódio por David.
-... E por que mandou me chamar? – ele refez a indagação, ainda tentando recompor-se do que acabara de ouvir.
- Sim... Eu recebi uma ligação há um tempo atrás... Eu sei que você é o advogado de acusação do caso do pai dele... E tenho algo que possa lhe interessar!
O pai de Rebeca, após ter ouvido a notícia do delegado, pediu para poder conversar com David.
Raquel foi até a casa de Pedro. Ela não queria vê-lo, pois sabia que ele não gostava dela do mesmo jeito. Mas tinham que fazer o trabalho de química.
- Pode entrar! – ele falou tímido diante da bagunça do quarto.
- Você já soube do David? – Raquel perguntou sentando na cama.
- Sim... – ele desviou de repente o olhar.
Ela tirou os papeis da bolsa. Colocou sobre a cama. De repente, sentiu ele pegar sobre sua mão. Raquel tremeu surpresa.
- Raquel você tem que prometer que não vai contar a ninguém! – ele pediu.
- Está bem – ela mal pode falar diante dos olhos dele a fixando.
- Eu sei quem denunciou o David! Foram os caras da banda Kings... Eu não contei pra Rebeca por que eles me ameaçaram... Eu saí da banda!
- Eu não acredito!... A Rebeca tem que saber Pedro! – Raquel agitou-se.
- Não Raquel! Por favor... Não pode dizer nada! – ele pegou no braço dela – eu gosto muito da Rebeca e é pelo bem dela que eu faço isso!
Raquel abaixou o rosto.
- Você... Gosta mesmo dela? – ela indagou-o.
- Eu... Acho que eu to apaixonado por ela... – Pedro revelou deixando Raquel sem palavras.
Na delegacia, David foi levado à sala de visitas. Olhou surpreso a figura de Paulo o encarando.
- Eu sabia que você não era uma boa pessoa para a minha filha! – ele disse.
- Sr. Paulo... Eu sei que eu não mereço a Rebeca – David respondeu sério. Se sentia culpado – mas eu gosto dela senhor! E estou disposto a tudo pra não fazê-la sofrer!
- Felizmente não é sobre isso que eu vim aqui falar com você! – o pai de Rebeca afirmou – eu vim lhe propôr algo!
- O quê? – David falou sem entender. Cerrou os olhos.
- Eu sei do seu segredo... Sobre o seu pai... – ele continuou – e estou disposto... A te tirar daqui se fizermos um acordo!
David levou um choque. O pai de Rebeca lhe explicou o que ele devia fazer. David levantou-se da cadeira pensativo.
- Pense bem! Não há outro modo de sair da cadeia! – o pai de Rebeca afirmou contrito.
David, então, concordou com Paulo. Pois não tinha outra saída.
Raquel após terminar o trabalho, disse que tinha que ir. Pedro a acompanhou até a porta do quarto, porém, deram de cara com seu pai.
- Ah ai está você! – ele disse sério para Pedro – eu não disse que era para estar comigo na empresa?
- Eu não estou interessado em trabalhar com você! – Pedro respondeu ríspido.
- Ah, mas com certeza está interessado em ficar ai bebendo! Feito um perdedor!... A empregada me disse que saiu ontem à noite, onde você foi? Foi beber, não é?
- Ele não estava bebendo! – gritou Raquel o interrompendo. Acalmou-se disfarçando o momento.
- E você, quem é? Como sabe o que ele estava fazendo? - encarou-a.
- Por que ele estava comigo! Eu sou... a namorada dele! – Raquel afirmou de sobressalto – não é? – perguntou olhando para Pedro.
- É! – Pedro respondeu. Ainda incerto.
O pai de Pedro olhou-os por um momento, saindo sem palavras. Alcançava o corredor a passos calmos. Gostava da ideia de seu filho ter alguém que o controlasse e Raquel parecia uma boa garota.
- Minha namorada? – Pedro riu tímido.
- Me desculpa... Eu não sabia o que dizer! – Raquel desculpou-se envergonhada.
- Tudo bem! – ele disse aproximando-se – até mais! – sorriu beijando-a no rosto.
Após, Pedro ainda estava em seu quarto quando observou sua mãe entrar animada:
- Pedro... Seu pai me disse sobre sua namorada! Que bom meu filho! Não esqueça de convidá-la para a festa na casa de praia da sua avó, assim pode apresentá-la a familia, está bem?
Pedro sorriu sem palavras. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013


Capitulo 59

No dia seguinte, Raquel foi até Nicole na escola.
- Foi você que mandou a mensagem do celular da Rebeca, não é? – Raquel a encarou frívola.
- Eu não devo explicações pra você! Com licença! – ela disse saindo. Porém Raquel a impediu de ir.
- Eu quero saber agora quem te ajudou! Aposto que foi a mesma pessoa que denunciou o David pra que ele fosse preso, não é?
- O quê?... O David foi preso? – Nicole perguntou assustada.
- Vai dizer que não sabia?... Você não se cansa Nicole? Se continuar assim vai acabar ficando sozinha! – Raquel saiu a deixando sem palavras.
Nicole ficou pensativa. Teria sido Pâmela?
Rebeca foi até a delegacia.
- Preciso ver David Martins! – disse aflita ao delegado.
Ele deu ordens aos guardas para chamarem David à sala de visitas. Rebeca ficou esperando na sala. Não via a hora de vê-lo. De repente, a porta se abriu. Vendo David, Rebeca jogou-se em seus braços o apertando forte.
David ficou alguns segundos abraçado a ela. Ele queria vê-la, mas não suportava que ela o visse nessa situação. Pegou no rosto dela sério.
- Rebeca... O que veio fazer aqui? – ele perguntou tentando ser frio.
- Eu precisava muito te ver! – jogou-se em seus ombros – não acredito que está aqui! – ela olhou nos olhos dele fixando-o – você vai sair daqui, não vai?
- Eu não sei Rebeca... – ele andou pela sala pensativo – eu não tenho advogado... E nunca vou aceitar a ajuda do meu pai! – cerrou os pulsos.
- Seu pai... Ele veio te visitar? – ela perguntou surpresa.
- Ele está no Brasil... Ele veio para o julgamento... Mas eu nunca vou aceitar nada que venha dele!
- Eu posso pedir para o meu pai... – Rebeca de repente iluminou-se com a ideia.
- Não! – David apenas disse bruscamente. Aproximou-se dela – eu não quero que seu pai me defenda... Eu vou dar um jeito de sair daqui... – David colocou as mãos sobre o rosto dela. Quis mostrar-lhe segurança, uma segurança que não possuía.
- Promete? – ela levantou os olhos até ele, sua voz saiu como um sussurro. A insegurança a tomou.
- Eu prometo! – respondeu firme.
Aproximou-se de sua boca para beijá-la, no entanto, os guardas apareceram dizendo ter acabado a hora de visitas.
Rebeca distanciou-se lentamente dele. Deu um ultimo olhar antes de sair.
David bateu forte sobre a parede. Via em seu reflexo que não merecia Rebeca. Sentia-se culpado por fazê-la sofrer.
Nicole encontrou-se com Pâmela na lanchonete.
- Por que me ligou? – Pâmela a encarou séria.
- A Raquel veio falar comigo hoje... Disse que o David foi preso! Foi você que o denunciou?
- Por que eu iria querer que o David fosse preso? – Pâmela sorriu.
Nicole viu na face de Pâmela, uma obscura malicia.
- Isso não estava no nosso plano! Eu não queria que o David fosse preso! – Nicole afirmou assustada - Você me enganou! 
- Você queria se vingar da Rebeca e foi o que conseguiu... Eu não devo explicações de nada para você!... - levantou-se com intenção de retirar-se. Parou por um instante a encarando - E é melhor não dizer nada! Senão quiser que eu conte pro diretor que foi você que entrou na sala para mandar a mensagem!
Pâmela saiu triunfante. Nicole ainda em choque percebeu que tinha sido enganada. Tinha sido apenas usada para realizar o plano de Pâmela. Ela não queria só separar os dois. Percebeu que os planos dela eram muito mais que isso.
Raquel veio falar com Rebeca.
- Você foi ver o David? – Raquel perguntou sentando-se na cama.
- Sim... Eu não sei se ele vai poder sair da cadeia Raquel, ele se recusou a aceitar a ajuda do pai dele!
-... Eu fui falar com a Nicole no colégio... E uma coisa me deixou intrigada... Ela não sabia que o David tinha sido preso!... Acho que não foi a mesma pessoa!
- Ou talvez seja alguém que a tenha usado! – Rebeca disse séria. Porém não fazia ideia de quem seria.
- Quem é esse? – Raquel perguntou surpresa ao ver Slash pular na cama.
Rebeca pegou o cachorro no colo.
- O David me deu! – Rebeca respondeu acariciando o cãozinho.
Raquel sorriu. Porém, em seu íntimo, temia por Rebeca. Ela amava David e se ele não conseguisse sair da cadeia, Rebeca sofreria muito.
O delegado finalizava alguns documentos, quando o telefone tocou.
- 16º distrito policial... Delegado Alberto Cunha... Quem deseja? – ele perguntou sério.
- Eu tenho algo que vai lhe interessar muito em saber senhor... É sobre David Martins!