terça-feira, 10 de dezembro de 2013


Capitulo 51

David estava ensaiando com sua banda para a batalha que iria acontecer em alguns dias. Pâmela chegou os interrompendo.
- E ai David? –  disse ao entrar. Visivelmente animada. 
- O que veio fazer aqui? – ele perguntou parando de tocar.
- Vim ajudar vocês! 
- Ajudar? – Sheyla se aproximou intrigada, em seu tom havia certa rispidez.
- Sheyla, quanto tempo. 
O sorriso foi curto, assim como a troca de olhares. 
- Nem tanto tempo assim... – Sheyla falou finalmente. 
- Bem, eu vim aqui dizer que eu conheci um empresário famoso na Espanha, e eu acho que ele pode ajudar vocês! - era evidente a face convincente da outra. 
- David, posso conversar com você? - pediu Sheyla. Foram a um canto separado - o que ela veio fazer aqui? 
- Aparentemente fazer as pazes! - ele respondeu com um tom de deboche.
- Acredita mesmo nisso? - os olhos da amiga fixaram-se neles.
- Não sei... - ele desviou o olhar fixo - ela não teria nenhum motivo pra mentir... Mas a gente não precisa confiar nela se a gente não quiser. Se a história do empresário é mesmo verdade, não tem problema aceitar a ajuda dela. 
Pâmela viu-os voltar:
- E então?
David olhou para Sheyla que permanecia séria. Mesmo relutantes eles aceitaram.
O pai de Rebeca a encarava sem reação. Olhou para os papéis na mão dela.
- Aonde os achou? 
- Isso não importa! Pai o que são esses documentos? – ela levantou-se intrigada.
Ele ficou em silêncio. Os olhos de sua filha pediam uma explicação. Pediam a verdade.
- Eu estou com câncer! – respondeu seriamente – descobri há dois meses – baixou o olhar.
Rebeca levou um choque tremendo. Sentou-se novamente assustada. Voltou a olhá-lo.
- Por quê?... Por que não me contou? – ela tentava falar – não acha que eu tinha o direito de saber? – ela o olhava amedrontada.
- Eu... – o pai de Rebeca abaixou o olhar. O que não era normal de sua personalidade – não quis lhe dizer para que não sofresse! – torceu os pulsos.
- E como acha que eu estou agora? – ela permitiu que uma lágrima caísse – há... Há um tratamento! Não é?
- Sim! – ele disse contrito.
- Irá começar a fazer o tratamento imediatamente! – ela ordenou quase como uma mãe. Tinha muito medo de perdê-lo.
- Isso está fora de questão! – ele apenas disse isso e saiu em direção à sala.
Rebeca sem entender foi atrás dele.
- O quê? – ela o indagava.
- O tratamento não dá muitas chances de cura... E há uma operação com alto risco de morte! – ele respondeu sério, como se fosse algo normal em seus pensamentos.
- Mas... Mas não pode se entregar! – ela o suplicava aflita – nunca saberá se não tentar!
- Eu não posso!
- Por que não? – Rebeca já não continha as lágrimas.
- Sua mãe morreu dessa doença! – ele confessou deixando Rebeca surpresa.
Seu pai sentou fraco no sofá. Pôs às mãos a cabeça.
- Eu... Não podia deixar! Não podia! – ele falava consigo mesmo em meio ao pranto – descobrimos que sua mãe iria morrer! Só lhe restavam alguns meses de vida. Eu insisti pra que ela fizesse o tratamento, por que não podia pensar em perdê-la – ele olhava os móveis sem chegar a fixar-se em nenhum – lembro da mão dela no hospital... Me pedindo para deixá-la ir para casa pois sabia que iria morrer, mas eu não pude! – ele cerrava os pulsos fortemente – não podia aceitar! Fui egoísta... Ela morreu dois dias depois numa cama de hospital... Isolada de quem amava... Após isso nunca mais consegui te olhar direito nos olhos – olhou triste para Rebeca.
Rebeca devolveu o olhar amedrontada. Nunca havia visto seu pai tão frágil.
-... Fez isso por que a amava! – Rebeca disse em meio ao pranto. Aproximou-se dele – pai... Eu não quero te perder...
- Era isso que queria evitar filha – ele cerrou os olhos com as mãos – que sofresse por mim!
- Por favor, pai... – ela suplicou sentando-se ao seu lado.
- Rebeca... Eu peço que não insista nesse assunto... – ele sério levantou-se e se fechou no escritório.
Raquel arrumava-se para ir a uma festa, quando seu celular tocou:
- Alô? – ela disse sem saber o número.
- Raquel?... Que bom falar com você... – a voz parecia meio rouca.
- Pedro? É você?... – Raquel ouviu a voz responder rindo – O que aconteceu?... Eu tô indo pra ai! – Raquel saiu rapidamente preocupada.
Ao chegar a casa dele, Raquel foi recebida pela empregada que lhe disse que Pedro estava em seu quarto. Aparentemente seus pais não estavam.
Abriu a porta do quarto. Surpresa se deparou com ele deitado no chão com uma garrafa de vodca vazia. O lugar parecia como se tivesse sido revirado por um ladrão.
Ela ajoelhou-se perto dele. Pegou em seu rosto para ver se não tinha se machucado. Ele acordou de sobressalto, a assustando.
- Pedro... Você está bem? – ela perguntou o olhando aflita.
- Raquel... – ele sorriu. Parecia estar totalmente bêbado.
- Por que você bebeu? – ela o perguntou. Sentiu o cheiro forte do álcool.
- Eu... – ele tentava falar, mas estava perdendo a nitidão dos pensamentos – sou um perdedor!... Meu pai odeia perdedores! – ele ria.
- Me escuta! Não é bebendo que você vai resolver seus problemas, tá legal?
Ela o levantou com dificuldade. Sentou-o na cama. Havia um pequeno corte em seu rosto. Ela pegou um pano para limpá-lo.
- Obrigado... Por cuidar de mim... – ele disse lhe sorrindo.
Pedro aproximou-se bruscamente. Pegando-a de surpresa, a beijou.

4 comentários:

  1. Nossa amei o capitulo continue postando flor!!!
    bjs

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  2. Li vários capítulos de uma vez e está ficando legal!
    Bjs

    http://achadosdamila.blogspot.com.br/

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  3. estou adorando a historia!!!
    muito ansiosa pra ve a reaçao da Raquel:)
    bjs

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  4. nossa que climao haha
    parabens pela historia to amando
    bjs

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