terça-feira, 24 de dezembro de 2013


Capitulo 62

Pâmela pareceu não se chocar com a acusação de Rebeca que a olhava com raiva. Sorriu enfim. O que deixou Rebeca desconcertada.
- Foi você, não foi? – Rebeca encarou-a se aproximando.
- Acha mesmo? Pensa bem Rebeca... – rodeou-a – por que eu denunciaria o David?
- Eu não sei... – Rebeca tentou achar uma razão, mas não encontrava – mas sei que foi você que armou pra mim e o David sermos pegos pelo meu pai!
- Isso é verdade! – Pâmela respondeu sorrindo.
Rebeca de repente se surpreendeu com a coragem de Pâmela de admitir o que tinha feito.
- Mas eu só fiz isso pelo seu bem Rebeca!
- O que? – a outra disse surpresa – meu bem?
- Sim... O David não gosta de você! Eu não queria que ele continuasse a te enganar... Na verdade, ele nunca conseguiu me esquecer... Por que acha que eu vim? - disse séria. Quase como um conselho amigável.
- Isso é mentira! – Rebeca vociferou – o David me ama!
- Bem... – riu-se Pâmela consigo mesma – Quem ama não esconde segredos, certo?
- Ele não esconde nada de mim!
- Mesmo?... Então por que não pergunta a ele? - ela se aproximou - Por que não pergunta... O verdadeiro motivo dele ter vindo pro Brasil? – Pâmela disse firmemente.
Rebeca diante do olhar vencedor da outra saiu rapidamente. Pâmela olhou-a triunfante.
Na lanchonete, Raquel chegou rapidamente e encarou o rosto de Pedro a esperando na mesa.
- Por que ligou pra mim? – ela perguntou esbaforida.
- Eu tô ferrado Raquel! Minha mãe ficou sabendo que você é minha namorada! – Pedro viu Raquel se envergonhar – quer dizer... Minha namorada de mentira... Ela quer que eu te apresente a nossa família!
- O que? – Raquel se assustou – você tem que dizer a verdade Pedro!
- Eu não posso!... Meus pais nunca ficaram tão animados... Eu nunca apresentei nenhuma namorada pra eles...
- O que a gente faz então? – Raquel perguntou confusa.
- Se você pudesse fingir que é minha namorada pelo menos no jantar...
- Não sei Pedro... – ela tentou hesitar com medo.
- Por favor... – Pedro a olhou carinhosamente – não esquece que foi você que me meteu nessa furada! - sorriu ele.
Raquel sorriu com o jeito dele de a criminar. Acabou aceitando ir ao jantar dos pais dele, pois não conseguia dizer não a Pedro. Não queria, mas a cada dia mais, a verdade, era que estava se apaixonando por ele.
David permanecia no mesmo lugar. Calado, pensativo. Não podia cumprir o acordo com o pai de Rebeca senão ela estaria em perigo. Não suportava a ideia de perdê-la. Mais uma vez seu passado o impedia de ser feliz, mas não podia tirar de Rebeca essa chance.
Ouviu a porta se abrir bruscamente. Era ela.
- Rebeca? – ele disse, se surpreendendo com a presença dela.
- Fiquei sabendo que foi solto. Por que não veio me ver David? – ela perguntou intrigada.
- Eu... – ele tentou buscar palavras para desculpar-se – não pude...
- David... – ela se aproximou – eu preciso saber... Qual o verdadeiro motivo de você ter vindo pro Brasil!
A afirmação de Rebeca pareceu como um choque. Tinha que contar a verdade de uma vez por todas.
- Rebeca – ele pegou nos braços dela olhando em seus olhos fixamente – eu te contei que meu pai é Sergio Martins, se lembra? –completou em tom sério.
- Sim... Eu sei que seu pai é acusado de ter desfalcado os milhões da empresa que ele era sócio... Mas meu pai me disse que nada foi provado... Que havia certa evidencia de uma única testemunha... Mas que foi descartada! – completou confusa.
- Tem algo que eu tenho escondido de você... - ele baixou o olhar – eu... Sou a única testemunha!
Rebeca distanciou-se surpresa e confusa ao mesmo tempo.
- Então quer dizer... – ela tentou falar em meio ao espanto.
- Sim, eu sou a testemunha do julgamento! – ele se aproximou.
- Como? – ela perguntou sem entender.
- Depois que minha morreu... Eu descobri que meu pai não estava morto! Eu era menor de idade então fui obrigado a morar com ele na Espanha. Fui contratado pela empresa como estagiário pra agradar meu pai. Um dia, então, eu ouvi meu pai conversando com o seu sócio Carlos em uma sala, sobre o desfalque que haviam cometido.
Rebeca surpresa levou às mãos a boca.
- Eu fugi da Espanha para a Alemanha, com medo de ter que testemunhar contra o meu próprio pai!... Depois que o crime foi descoberto e meu pai indiciado... Vim para o Brasil para que ele não me encontrasse...
- Por isso você roubou aqueles documentos da sala do diretor! – Rebeca começava a ver que tudo fazia sentido. Ela aproximou-se dele – por que não me contou? 
- Eu não podia Rebeca... – baixou o olhar.
Rebeca sentiu uma grande vontade de devolver a felicidade aos olhos que guardavam tantos sofrimentos.
Ela colocou a mão em seu rosto, ele pegou em sua mão fortemente. Sentindo seu cheiro. Ele sabia que seria a ultima vez.

3 comentários:

  1. Nossa! Louca pelo proximo cap!!!
    to amando a historia flor...
    bjs

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  2. Esta historia esta muito boa!!!
    Tomara que a Rebeca fale pro David testemunhar...
    bjs

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  3. Adorei o capitulo flor! Quero saber pra ontem haha
    beijos feliz natal!!!

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