quarta-feira, 25 de dezembro de 2013


Capitulo 63

David retirou a mão de Rebeca de sobre seu rosto. Sua face tomou um tom mais sério. Distanciou-se alguns passos.
- Eu também tenho que te falar outra coisa... 
O olhar ainda atônito dela o encarou.
- Eu só saí da cadeia, por que concordei em testemunhar no julgamento - o olhar desviou-se. 
A expressão surpresa e esperançosa o respondeu. Viu-a chegar mais perto.
- David... Eu sei que é difícil pra você testemunhar contra o seu pai... – suas mãos repousando leves sobre seu peito. Logo seguindo o rosto amoroso - mas tem que fazer a coisa certa!
- Eu não posso! –falou a voz, ainda incerta.
- David... – tentou tocá-lo, mas ele se desviou.
- Eu não posso Rebeca! – sentenciou firme.
Ela não sabia que para ele, mais difícil do que testemunhar contra seu próprio pai seria perdê-la. Não podia deixar que a machucassem.
Diante da recusa, Rebeca viu-se agitada por um desespero:
- Então o que vai fazer? Vai fugir novamente? – encarou-o.
- Eu preciso... – ele abaixou o rosto para não encarar os olhos dela.
- O Quê? ... David, você... Não pode ir embora...  – ainda incrédula, os lábios tremiam – não pode me deixar aqui... David! – suplicava.  
- Entende Rebeca, eu não mereço você! – vociferou contrito. O olhar finalmente encarando-a para logo em seguida recuar, covarde – vai ser melhor assim...
- Eu não preciso que você me proteja! Eu não sou essa garota frágil que você e meu pai pensam que eu sou! – disse com certa raiva misturada em aflição – Por favor, David... –tocou seu rosto de forma terna – eu... Eu não posso ficar sem você – uma lágrima ameaçava cair – eu te amo!
Ao ouvir as palavras de Rebeca David estremeceu. Tornava-se mais cruel o que iria fazer. Mas era preciso. Fechou os olhos quase como querendo parti-los. As mãos suando. 
- Eu menti pra você! - distanciou-se tornando-lhe as costas - Eu vou embora... Mas não vou sozinho. – após uma grande pausa – Pâmela vai comigo!
As palavras de David pareceram dilacerar. Não podia acreditar. De repente, tudo o que Pâmela tinha dito fez sentido. “Ele não gosta de você! Ele não conseguiu me esquecer!”.
Rebeca sentiu como se o chão estivesse se abrindo.
- Você disse que eu podia confiar em você! – a voz quase não saiu ainda petrificada. Cresceu junto à raiva que a invadiu – que nunca mentiria pra mim! 
- Sinto muito! – disse. No tom mais frio que conseguiu. O rosto contristado em uma forma rígida.
Rebeca permitiu que a lágrima se rompesse. Olhou-o ainda.
-... Eu não quero te ver nunca mais!
Após a porta se fechar, David desabou sobre o sofá. Levando às mãos a cabeça respirava com dificuldade. O coração explodindo, quase encerrando a garganta.
Rebeca andava sem rumo. Já não via. Tudo se tornara embaçado pela dor que a machucava. Não sabia se deveria voltar para casa, encarar o rosto sério de seu pai lhe dizendo que estava certo, seria a pior coisa naquele momento. Encostou-se a uma árvore no parque. Deparou-se então, com a mesma árvore. Se perguntava o porquê. Porque as cartas tinham ido para David. Talvez, se elas tivessem ido para Pedro não sentiria o que estava sentindo.
Sentiu alguém chegar. Surpreendeu-se ao deparar-se com Pedro.
- Rebeca? O que esta fazendo aqui desse jeito? – reparou nos olhos vermelhos da garota.
- Nada! – ela tentou desviar-se dele.
- Espera Rebeca! Fala comigo! – ele pegou no braço dela calmamente.
Rebeca estava muito fraca para rejeitar qualquer ombro amigo. Aceitou, então, conversar com ele. Sentaram-se em um banco próximo.
- Eu sei que eu sou a ultima pessoa que queria ver no mundo – ele falou compreensivo.
- Bem... Talvez não a ultima –forçou um sorriso nervoso. De repente sentiu-se romper em lágrimas.
- Me conta o que aconteceu! – ele pediu olhando-a.
- David. – Confessou cabisbaixa. Ainda em prantos.
Não precisou dizer mais. Pedro há tempos desconfiara da relação dos dois. E ao ouvi-la pôde perceber que a mesma acabara.
Pedro, então, sentiu renascer a esperança de conquistá-la novamente.
A porta da casa de David se abriu lentamente. Era seu pai. Sérgio Martins.
- Então é aqui que você mora! – o comentou ao entrar olhando para o apartamento humilde com certo desdenho.
- O que está fazendo aqui? – David levantou-se bruscamente encarando-o.
- Vim falar com você... – o senhor olhou-o com autoridade.
- Não tenho nada pra falar com você!
- Eu quero saber se é verdade que você fez um acordo com Paulo pra que ele te tirasse da cadeia...
- Sim... – David respondeu finalmente. Encarou-o. A raiva aparecendo por todo seu corpo.
- Então... – a surpresa de seu pai mostrou-se na rigidez de suas feições.
- Sim, eu sou a única testemunha do seu crime sujo! – David cerrou os pulsos.
Sérgio desesperou-se. Temia que seu filho contasse a verdade ao tribunal.
- Mas não se preocupe – David continuou – eu não vou contar nada!... Já vieram trazer o seu recado! – atravessou o recinto em direção a porta.
Sérgio não entendeu a afirmação de David. Pois não sabia que Bruno, capanga de seu sócio Carlos, havia ameaçado seu filho.
- Filho... Eu vim lhe propôr algo... – seu pai disse sério.
David apenas olhou-o friamente.

- Vim pedir que aceite testemunhar ao meu favor no julgamento!

5 comentários:

  1. Oi querida! Vim agradecer oc arinho e dizer que estou seguindo também. Vou voltar com mais tempo pra ficar em dia com a web novela. Tenha um dia abençoado, beijos!

    Blog Paisagem de Janela
    paisagemdejanela.blogspot.com.br

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  2. Nossa que triste pros dois...
    To amando amiga continua!!!
    beijos

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  3. Não acredito! Quase chorei aqui flor :(
    amiga vim avisar que eu vou entrar de ferias essa semana por isso nao vou estar acompanhando... Mas qnd eu voltoar pode dexa que eu venho pra ler*_*
    Feliz ano novo... bjs

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  4. Adorei e estou ansiosa pelos próximos capítulos... seguindo aqui! Te convido a me conhecer tbm... www.uaiquecharme.com
    Bjs!

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