quinta-feira, 9 de janeiro de 2014


Capitulo 72

Rebeca permanecia na sala de espera do hospital. Temia pela vida de seu pai. Desde a morte de sua mãe, ele era a única pessoa que ela tinha. E não queria perde-lo. Sentou-se vencida pelo cansaço das horas que se encontrava ali.
Viviane chegou atônita.
- Rebeca! – ela chegou parecendo nervosa – que bom que me chamou! – a abraçou forte.
- Obrigada por vir amiga... – Rebeca falou com a voz abafada pelos ombros de Viviane.
- Você sabe que pode contar comigo sempre não sabe? – Viviane a encarou emocionada ao ver o sofrimento de Rebeca.
- Sim – ela sussurrou. Deixou que caíssem as lágrimas.
Viviane a ajudou a sentar.
- Mas... Cadê a Raquel? – sua amiga perguntou confusa.
- Eu... Liguei pra ela, mas ela não me atendeu... A gente teve uma briga...
- Não acredito!... – a outra elevou as mãos à testa indignada.
Pedro chegou de repente.
- Rebeca... Eu liguei pra sua casa e a Suzana me contou! – ele a abraçou forte.
Rebeca ficou sem reação. Afastou-se de leve. Pois sabia que Raquel era apaixonada por ele.
- Não precisava ter vindo até aqui Pedro... – ela agradeceu tímida.
- Eu faria qualquer coisa por você! – pegou nas mãos dela.
Ela retirou as mãos sutilmente. O médico apareceu então.
Raquel ainda pensava sobre a briga que tivera com Rebeca. Sabia que Rebeca não gostava de Pedro, mas ele era louco por ela. Como queria não tê-lo conhecido nunca. Ele só gostava dela como amigo e isso nunca ia mudar. Decidiu então que o esqueceria de uma vez.
Sua mãe apareceu na porta.
- Filha... Acabo de saber algo de sua amiga... O pai dela foi para o hospital!
Raquel levou um choque com a notícia. Olhou para o celular com as seis ligações de Rebeca que havia recusado. Sentiu raiva de si mesma pelo que fez. Sua amiga precisava dela naquele momento.
- Mãe.. Me leva para o hospital, por favor! - pediu aflita.
Rebeca encarava o médico desesperada.
- Então doutor o que aconteceu com o meu pai?... Ele está bem?
- Ele já está bem! – o médico informou – foi só um sintoma do câncer, mas podia ter realmente se machucado com a queda. Ele vai ficar em observação por um tempo, mas logo poderá ter alta!
Rebeca sorriu aliviada. Foi abraçada por Pedro e Viviane.
- Posso vê-lo doutor? – ela pediu suplicante.
- Claro! Mas seja breve, por favor! – ele informou sério. A levou até o quarto.
Abriu a porta devagar. Avistou seu pai deitado sereno. Ele sentia fortes dores de cabeça, mas ao vê-la, tentou mostrar-se o mais calmo possível.
- Nunca mais me de um susto desses de novo! – ela o repreendeu emocionada, sentando-se ao lado dele.
- Está bem filha? – ele estendeu a mão.
- Eu que deveria me preocupar pai! – ela brigou.
- Está vendo por que eu não queria isso pra você? – o pai dela contestou teimoso.
- Nem pensar pai! Você vai fazer o tratamento! – Rebeca disse firme – quero ver você saudável outra vez – sorriu, não querendo demonstrar a tristeza.
Raquel apareceu no hospital apressada.
- Aonde esta a Rebeca? – perguntou a Viviane.
- Bem, ela está com o pai dela, felizmente foi só um susto!
Raquel olhou Pedro encostado à parede. Não queira demonstrar, mas ele mexia com ela toda vez que o via.
Rebeca saiu da sala, com uma feição mais relaxada.
- Rebeca... Ele está bem? – Pedro perguntou colocando as mãos sobre os braços dela.
Raquel estremeceu.
- Sim... Ele está melhor! – sorriu. Distanciando-se dele.
Raquel se aproximou a abraçando.
- Rebeca... Me perdoa... – disse em meio aos soluços.
- Tudo bem Raquel – sorriu por ter sua amiga ali.
Após algumas horas, por insistência de Rebeca, seus amigos despediam-se:
- Rebeca, você não vai com a gente? – indagou-a Viviane.
- Não... Eu vou ficar aqui com o meu pai! – ela afirmou séria.
- Tudo bem... – Pedro disse simpático – quer que eu leve vocês? – dirigindo-se a Raquel e Viviane.
- Não precisa! – Raquel respondeu de súbito.
- Eu insisto! – ele teimou. Dirigindo-se a Raquel – eu tenho que falar com você!
 Mesmo a contragosto Raquel aceitou a carona.
Após seus amigos saírem, Rebeca sentou-se. Levou as mãos ao rosto.
De repente, ouviu o barulho de passos se acumulando no corredor. Um grupo de enfermeiros apressados correndo em volta de uma maca.
Rebeca levantou-se exasperada. Levando as mãos à boca uma lágrima caiu de súbito, ao ver entre os aparelhos, o rosto de David.

4 comentários:

  1. Ai meu Deus! Mal posso esperar pelo proximo!
    continua amiga!!!
    bjs

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  2. OI adorei!! vou procurar para ler os outros!!!
    bjs, me segue se ja segue ignora e comenta nessa resenha por favor ajudaria muito!
    http://resenhasteen.blogspot.com.br/2014/01/memorias-da-lua-cheia.html

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  3. Nosssa como é que vc para ai?
    Suspense nao vale!!!!!!

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