segunda-feira, 31 de março de 2014


Capitulo 128

Todo o colégio estava comemorando em uma praia perto dali.
Tomás tentava acompanhar os passos rápidos de Nicole que já estava inebriada pela bebida.
- Vamos dar um mergulho! - ela propôs rindo alto. Puxou-o rumo a água.
- Não! Acho melhor você não entrar na água... Pode ser perigoso!
- Deixa de ser chato! - ela afastou-se dele correndo até a água, mergulhou com força.
O médico pôs-se a frente de David que levantou o olhar para ele.
- Tenho notícias sobre seu pai! - avisou ele. Observou David ficar alarmado - felizmente os dois tiros não atingiram nenhum órgão vital e foram retirados com a cirurgia!
David curvou-se com as mãos sobre o joelho, aliviado.
- Pode ir vê-lo! - afirmou o doutor.
Rebeca e Sr. Paulo chegaram a casa e logo foram recebidos por Suzana.
- Que bom que está bem senhorita! - a empregada alegrou-se - não sabe a preocupação que nós tivemos quando recebemos seu telefonema!
- Eu estou bem Suzana! - Rebeca a acalmou.
- Quer alguma coisa?
- Não... Eu vou pro meu quarto mesmo! - Rebeca avisou.
Ao chegar ao quarto, deitou calmamente. Pedia que estivesse tudo bem com senhor Sérgio. Não tinha tido tempo de raciocinar. Tinha pensado o pior de David. Como havia o julgado mal, e ele arriscara sua vida para salvá-la.
Entregou-se ao sono lentamente.
Tomás percebeu assustado que fazia bastante tempo que Nicole havia entrado na água. Retirando a camisa mergulhou rapidamente. Felizmente a alcançou. Retirou-a da água a levando no colo até a areia. Ela tossia muito. Mas parecia estar bem.
- Está maluca? - ele a encarou.
- Eu só queria me divertir um pouco! - ela contestou sem parar de rir.
- Não precisa fazer isso pra se divertir! - ele brigou. Soltou-a de seus braços a jogando na areia - você é tão irresponsável!
- Olha quem fala! Antes você fazia tudo pra se divertir, não se importava com o que pensavam!
- É, mas eu mudei! - exclamou com raiva. Sentou-se ao lado dela. De repente mudou a expressão - ...Mudei pela Raquel!... E pra quê? - falou irritado consigo mesmo.
- Eu disse que ela nunca ia gostar de você!... Por que coloca seus objetivos sempre em algo impossível? - ela o encarou com indignação.
- Não sei... - ele direcionou o olhar perdido para o mar.
Ela o examinou por um instante.
- Talvez... Por que seja um modo de fugir do que está a sua volta, não é? - comentou ela em um tom sério.
Tomás logo a olhou. Sentia em suas palavras a verdade.
- Mas quem sou eu pra dizer alguma coisa? - continuou ela atirando algo no mar - nunca dei chance pra ninguém, e agora estou aqui sozinha!... Eu dizia que era porque ninguém me merecia... Mas acho que era por que pensava que quando me conhecessem melhor... Não veriam mais nada!
Ele reparou nela uma expressão de tristeza que estranhamente pareceu iluminar seu rosto.
- ... Eu vejo! - ele exclamou com um olhar simpático.
Nicole devolveu o olhar surpresa. Sorriu.
- Sabe... Acho que a Raquel apenas revelou o Tomás de verdade! Por trás daquela máscara de pegador babaca! - ela riu-se. Encostou de leve no ombro dele.
 Nicole sentiu a cabeça girar de repente. Teve um movimento de tontura, caindo de leve perto do rosto dele. Olharam-se por um instante. O silêncio reinou entre eles. Tomás, não pode deixar de notar quão desejoso era o desenho dos lábios dela. Aproximou-se de seu rosto como por instinto. Ela então, avançou até a boca dele. Beijou-lhe, devorando-lhe os lábios sem recusa. Encontrando assim, um sentimento inesperado, porem, já existente.
David caminhou rumo a sala onde estava seu pai.
- Eu... Posso entrar? - perguntou deixando a porta entreaberta.
Senhor Sérgio ao vê-lo mostrou os olhos surpresos. Com um gesto leve de cabeça respondeu positivamente.
David andou lentamente até chegar perto da cama. Resolveu permanecer em pé.
- O... Médico disse que vai ficar bem... - pousou o olhar sobre a cama - nenhum... orgão foi atingido - desviava o olhar sem encará-lo. As mãos frias fechadas.
Observou a mão de seu pai ainda trêmula apontar para poltrona ao lado.
David aproximou-se ainda incerto e sentou-se.
Tentou evitar o olhar de seu pai que fixava-o. Viu sua boca abrir-se com dificuldade, tentava dizer algo mas não conseguia.
A mão estendeu-se novamente em direção a ele.
David olhou-a enfim. Sentiu-se estremecer. O corpo ficando inquieto. De repente, o choro não pôde mais ser evitado. Agarrou-lhe as mãos, encurvando-se sobre elas.
- Me perdoa pai... - falava em meio ao choro.
Seu pai fechou os olhos que escondiam profundas lágrimas. Pousou a mão sobre o filho que curvava-se sobre ele.
- Eu não vou mais testemunhar contra você... Eu não vou! - David determinou.
O corpo do pai agitou-se. A voz saiu rouca:
- Não... Não faça isso...
- Mas... Eu não posso! - David hesitou.
- Sei... Sei que pode! - uma enorme tosse o atacou. Colocou a mão sobre o peito. Apertou as mãos que seguravam-no - você é melhor que eu... Vai fazer a coisa certa.
Apesar do medo que sentia, Sérgio sabia que era o único jeito de merecer o amor do filho e pela primeira vez ser um pai pra ele.
David acenou ao pedido do pai ainda emocionado.
- Tá, descansa agora, você precisa descansar.
O pai sorriu por um instante e fechou os olhos.
No dia seguinte, Pâmela voltava a seu apartamento, quando avistou em um jornal na porta com o letreiro " O empresário Carlos acusado de desfalque, é preso nesta sexta-feira".
"Droga!". Pensou com raiva.

sexta-feira, 28 de março de 2014


Capitulo 127

O grito de Rebeca foi calado com o som estrondoso da bala. Ela sentiu como se a tivesse atravessado o coração com força. Ainda nos braços de David, sentiu cair junto a ele, ajoelhando-se trêmula.
De repente, ouviram o som da porta do galpão abrir-se.
- É a polícia! Rendam-se! – falaram três guardas armados.
Carlos surpreso deixou cair o revólver.
Bruno, porém, atirou contra um dos oficiais furioso. A policia, então, revidou o acertando no peito.
Carlos rendeu-se sabendo ser a única saída.
Rebeca agarrava-se com força a David. Chorava soluçante. O rosto dele distanciou-se.
- David... – ela murmurou em meio ao pranto.
Ao sentir o corpo dele, exclamou surpreendida:
- Você... Não está ferido!
Ele franziu o cenho em tom de confusão. Ao virarem-se, no entanto, depararam-se com Sérgio deitado sobre o chão com dois tiros. Ele havia se jogado para receber a bala pelo filho.
- PAI! – David gritou com aflição.
Rebeca levou às mãos a boca assustada. Os oficiais chegando, prenderam a Carlos, que foi levado ao carro.
- CHAMEM A AMBULÂNCIA, POR FAVOR! – David vociferou desesperado.
Os guardas aproximaram-se de Sergio, por sorte, mesmo desmaiado estava vivo, avisaram que logo chamariam o socorro. Checando o pulso de Bruno, um dos guardas constatou que estava morto.
David encurvou-se sobre o pai. Deixou que as lagrimas caíssem enfim.
- Isso é tudo minha culpa! – falava incessantemente. Torceu os pulsos.
Rebeca chorando, tocou sobre as costas de David. Apesar de tudo ele estava vivo. Pôs as mãos sobre seu rosto em angústia. Beijando-lhe a face. Secando com seus lábios as lagrimas que caiam dele. Chegando a boca. Acariciou-lhe a face. Beijou-lhe firme com amor. Ele abaixou a face em prantos.
- Rebeca... – falou com a voz abafada.
- Não... - ela pediu também emocionada – não diz nada, por favor...
Abraçaram-se com força. Não necessitavam palavras. Consolos. Apenas eles. Ali.
No colégio, Pedro e Raquel observaram Tomás abrir a porta da sala.
- Ah! Aí está você Raquel! As meninas não queriam me dizer onde você estava!
Tomás, então, olhou para Pedro com surpresa. Percebeu o momento desconfortante.
Pedro saiu da sala rapidamente. Raquel abaixou o rosto. Ele a tinha rejeitado. Mas tinha sido melhor assim. Ela tentou se retirar quando Tomas a barrou.
- O que aconteceu? – a indagou.
Olhou para ele firme. Deu-lhe um tapa no rosto.
Saiu, deixando ele ali estático. Raquel andava pelos corredores quando deu de encontro com Julia.
- Raquel... O que foi?
- Aconteceu o que vocês queriam!... Eu disse a ele! – ela respondeu ríspida – e ele me rejeitou!... E quer saber?... Não me dói mais... Do que saber que vou continuar amando ele mesmo assim!
Julia observou ela ir embora. “O que eu fiz?”. Pensou aflita.
Nicole que havia visto tudo se aproximou de Tomas que saia da sala.
- É! Parabéns!... Agora a Raquel nunca mais vai querer saber de você! – debochou ela – já sabe o que tem que fazer! – mostrou sorrindo uma cueca de oncinhas para ele.
Alex e seus companheiros foram levados presos pelos policiais. De nada haviam adiantado as desculpas deles. Para os guardas, era muito evidente que eles eram culpados.
Pâmela os observou fria. Eles tinham perdido o dinheiro e pagado por terem se metido com ela. Quanto a ela, procuraria Carlos para chantageá-lo por mais. Sorriu.
Rebeca e David permaneciam ali juntos, quando a ambulância chegou. Levantaram Sergio o colocando sobre uma maca móvel. David acompanhou seu pai apartando-se de Rebeca que o olhou partir. Como queria estar com ele nesse momento. Viu colocarem sobre Bruno um pano preto.
De repente, seu pai, Sr. Paulo, apareceu angustiado.
- Filha! – abraçou-a – você está bem?
 - Estou pai! – ela abaixou a face.
- Foi muito corajosa em ter chamado a polícia – ele fixou-a – Mas o que estava pensando em vir até aqui? Não sei o que me aconteceria se te perdesse!... Vamos!
Rebeca acompanhou seu pai até o carro. Só conseguia pensar em David naquele momento.
Na festa do colégio, Tomás subiu ao palco de cueca, como pagamento da aposta. Todos se surpreenderam com a visão. Nicole riu-se se servindo de uma bebida.
Todos riram e gravaram com os celulares. Após, Nicole aproximou-se:
- Olha, fica muito bem de oncinha, sabia? – ela riu.
- Muito engraçado!... Pode dar minhas roupas de volta, por favor? – a encarou meio irritado.
- Claro!... Se concordar em vir comigo a praia... Todo mundo está indo pra lá agora!
- Não, obrigado!... Eu vou pra casa mesmo! – decidiu-se.
- Vamos!... Vai ser divertido! – ela puxou-o pelo braço meio alegre.
- Você andou bebendo?
- Qual o problema? – Nicole riu alto – anda! Vamos! É a nossa formatura!
Ele consentiu mesmo contrariado.
David esperava as notícias sobre seu pai no hospital. Não podia crer que Sérgio tinha se jogado para salvar sua vida. A única coisa que pedia era que não morresse.
Avistou o médico vir em sua direção.

quinta-feira, 27 de março de 2014


Capitulo 126

Pedro distanciou o rosto de Raquel.
- Não pode ser!... – ele tentou retomar a consciência –... Por quê?
- Eu... – ela levantou os olhos até ele – eu me apaixonei por você desde aquela vez que a gente se beijou... Você não se lembra por que estava bêbado!
- Não acredito... – ele andou sobre o lugar para regularizar os pensamentos. Elevou as mãos ao rosto. Virou-se para ela – Por que nunca me disse?
 - Eu... – a voz dela falhava com a emoção – sabia que gostava da Rebeca!... Me desculpa!
- Não! Você não tem que se desculpar de nada Raquel! Eu é que fui o errado! – colocou as mãos sobre seu rosto – não devia ter deixado você pensar que...
- Você não tem culpa Pedro! – ela o interrompeu aproximando mais o olhar.
Raquel sem pensar adiantou-se até a boca dele. Ficando a um palmo de distância. O desejo de senti-lo cresceu dentro dela. A respiração pesava a cada minuto.
Ele a afastou com calma.
- Eu não posso! – exclamou cerrando os olhos.
Raquel abaixou a expressão desolada.
- Eu estou apaixonado pela Rebeca, você sabe... – continuou ele com relutância.
O silencio instalou-se sobre a sala, quando Pedro apartou-se dela.
De repente, os dois ouviram a porta abrir-se.
Pâmela observou o dinheiro desaparecer sobre a grande montanha.
- Seu idiota! – Alex gritou transtornado para o outro.
Pâmela sentiu o sangue ferver. Resolveu manter-se fria.
Ouviram, então, uma sirene vindo à direção deles. Dois policiais saíram do carro.
- Recebemos uma denúncia de roubo! – falou o guarda.
- O quê? – Alex exclamou surpreso – nós não roubamos nada seu guarda!
- Ah é? Então o que faziam correndo a 140 km por hora? – o senhor os encarou.
- Senhor, pode checar! Nós não temos nada roubado!
Os oficiais revistaram o carro de Alex. Enquanto isso, Pâmela continuava calada.
Após observarem o veículo, eles determinaram:
- É! Realmente não encontramos dinheiro nenhum aqui! – relataram um dos homens.
- Senhor... – Pâmela veio até um dos policiais. Aparentava medo – eu não queria, mas esses caras me raptaram! Eles me colocaram no carro e me trouxeram pra cá! Por favor! Tem que prendê-los!
Os guardas logo olharam para Alex e os outros.
Rebeca tentava com todas as forças quebrar a porta. Olhou pela fresta. Sérgio e Carlos pareciam discutir. Enquanto Bruno apontava uma arma para a cabeça de David.
- Bruno! – Carlos ordenou.
Bruno carregou a arma contra David.
- NÃO! – gritou Sergio em desespero.
Rebeca em um ato de aflição jogou com ferocidade a barra de metal no chão.
Os homens ouviram o grande estrondo. Carlos mandou com um gesto que seu capanga fosse ver o que era. Bruno imediatamente saiu rumo à saída.
Carlos então apontou sua arma para David. Sergio em fúria acertou um soco em Carlos, jogando o revólver dele para longe.
- Pai! – gritou David tentando se mexer.
Carlos foi em direção à arma, quando Sergio o chutou no estômago.
Rebeca após muito esforço, finalmente arrebentou a madeira da porta conseguindo escapar.
Carlos revidou o golpe em Sergio e conseguiu pegar a arma. Porém, o outro foi mais rápido e rendeu o braço dele.
Rebeca foi lentamente até onde David estava aproveitando a briga ao longe.
Bruno checava a saída do galpão. Viu que não havia ninguém.
Rebeca chegando perto de David tentou retirar as cordas que o prendiam.
- Rebeca?... – ele sussurrou em aflição – tem que sair daqui!
- Não! Eu não vou deixar você aqui! – ela respondeu com veemência.
Suas mãos trêmulas a impediam de desatar os nós tão fortemente presos. Os dois já ouviam os passos de Bruno a voltar.
- Rebeca... Vá embora! – pediu David suplicante.
Ela conseguiu enfim retirar a corda. Ele soltou-se.
Bruno ia chegando quando viu a cena.
- Chefe! – gritou ele para avisar Carlos.
Quando Sergio virou-se com o susto, Carlos imediatamente socou-lhe forte no rosto e apontou o revólver para ele o rendendo.
- Bruno! – ordenou Carlos com a arma na direção de Sergio.
Bruno, então, apontou a arma para Rebeca.
- Não! – David gritou.
David com rapidez enlaçou Rebeca com seus braços posicionando suas costas na mira da bala. Sergio sem pensar correu na direção deles, foi acertado com um tiro nas costas por Carlos. Rapidamente, Bruno atirou contra David.

- Não! - Rebeca gritou com David abraçado a ela.

quarta-feira, 26 de março de 2014


Capitulo 125

“DAVID!”. Falou Rebeca em um som abafado. Sentiu congelar-se por dentro. Observou pela fresta o homem render David e amarrá-lo a uma cadeira. David tentou defender-se quando foi acertado com um soco forte no estômago. Seu rosto contorceu-se em dor.
- Não! David! – ela desesperou-se elevando as mãos à boca.
Procurou trêmula pelo celular. Achou-o caído sobre alguns materiais. “Por favor! Tenha sinal!”. Pedia suplicante. Temia que acontecesse algo pior a David. Lágrimas corriam-lhe sobre o rosto.
Pâmela ainda encarava Alex estática.
- Então... – começou Alex retirando do companheiro o envelope – não tinha nada pra esconder, não é? – pressionou o braço dela.
- Eu ia entregar pra vocês! – ela disfarçou habilidosa.
- Quando? Quando estivesse fora daqui? – ele vociferou furioso.
O taxista desculpou-se e saiu acelerado.
- É claro que não!... Eu só queria investir em algo pra fazer o dinheiro valer mais! – ela repousou a mão sobre o ombro dele insinuante.
- Chega de mentir Pâmela!
- E quem disse que é mentira? – ela aproximou o rosto do dele.
Alex já ia inebriando-se com a aproximação dela. Pâmela rapidamente pegou o envelope. Um dos companheiros de Alex vendo a ação tentou detê-la, então, ela caminhou rápido até a cerca da estrada, pendendo o envelope.
- Se chegarem perto... Eu jogo! – ameaçou ela com malícia.
Enquanto isso, na sala de materiais, Raquel sentou-se novamente. Não sabia como reagir à notícia.
- Aquele idiota! – arfou irritada.
Estranhamente, Raquel não se surpreendia com essa atitude de Tomás. Pedro a examinou confuso.
- Você não está magoada? – ele a indagou sem entender.
- Quer saber? Vindo do Tomás... Eu poderia esperar qualquer coisa! – riu-se consigo mesma.
- Peraí... Não está apaixonada por ele?
Raquel respirou fundo.
- Não – levantou-se firme.
- Eu não entendo... Você disse...
- Eu sei! – ela o interrompeu desviando o rosto.
- Então porque mentiu? – Pedro aproximou-se a fixando – por que inventou essa desculpa pra se distanciar de mim?
- Não Pedro, por favor! – Raquel tentou afastar-se, como tentando fugir da verdade.
- Não! Você vai me dizer! – ordenou ele a encurralando a parede – me diz Raquel! Me diz logo de uma vez, por que queria ficar longe de mim!
- Eu... – Raquel abaixou os olhos tentando segurar as lágrimas – estou apaixonada!... Mas... – tremeu. Olhou-o enfim –... É por você!... – permitiu cair-se em pranto - É por você Pedro!
David acordou de repente. Sentiu uma forte dor no corpo. Inesperadamente, a escuridão que predominava deu lugar à luz. Viu surpreso o rosto de Bruno lhe tirando o capuz preto.
- Onde está o meu pai? – David tentou falar ainda com dores.
Bruno apenas sorriu.
- Logo estará com a gente!
David franziu o cenho em choque.
- Disseram que estavam com ele! – bradou com raiva.
- Olha aqui! – Bruno curvou-se até ele – É melhor calar a boca verme! – socou-o no rosto com ferocidade.
Rebeca deixou que uma lágrima desprende-se de súbito de sua face. Tinha que escapar dali. Não podia permitir que continuassem a machuca-lo.
Procurou aflita qualquer coisa que quebrasse a porta. Rasgou o vestido que fez um grande v até a coxa, para poder movimentar-se ali.
David ainda tentava recuperar-se do golpe quando avistou seu pai aparecer.
- Filho! – gritou Sérgio aproximando-se.
- Calma aí! – Bruno barrou senhor Sergio.
- O que fizeram com ele seus desgraçados? – o senhor gritou com desespero.
- Sérgio! – Carlos andou até eles saindo de uma das saletas.
- Você vai pagar! Eu vou denunciá-lo covarde! – Sergio exaltou-se com firmeza.
- Por que acha que estão aqui?... Eu descobri que seu filho iria testemunhar contra mim!
Sérgio disparou o olhar para David que tossia muito. A boca com um filete de sangue.
- Então disse para os dois que os tinha prendido, não tendo nenhum dos dois! Assim os atrairia para cá! Um plano simples, mas eficaz, não acha? – Carlos sorriu, colocando as mãos sobre os bolsos.
Rebeca achou finalmente um grande pedaço de metal. Isso serviria, pensou.
Pâmela pendeu a mão com o envelope sobre o penhasco.
- Não faria isso! - Alex exclamou duvidoso.
Ela sorriu. Jogou a quantia. Eles reagiram com um susto, porem, viram que ela havia agarrado a ponta com os dedos.
- Está bem! O que quer então? – ele se rendeu.
- A gente pode fazer um acordo pra dividir a grana ao invés de ficarem com ela! – propôs inteligente.
Pâmela apenas planejava ter mais tempo pra fugir com o dinheiro.
Alex viu ser a única saída. Um dos amigos dele, então, indo de leve, avançou sobre Pâmela tentando agarrar o envelope. Com o movimento, porém, o dinheiro acabou escorregando das mãos dos dois e caindo no penhasco.

terça-feira, 25 de março de 2014


Capitulo 124

O táxi de Rebeca parou um pouco afastado do que parecia ser um velho galpão abandonado. A noite estava escura, mas recebia a luz que refletia no mar.
Observou David descer da moto ao longe e adentrar o imenso lugar. Pagando o taxista, saiu do carro decidida.
David possuía os passos firmes, apesar das mãos estarem suando. Sabia do que Carlos era capaz, seu pai estava nas mãos deles. Seus pensamentos revolviam dentro de si, não dando tempo para raciocinar.
Sentiu um vulto atrás de si. Virou-se com rapidez temendo o pior.
- Rebeca? – surpreendeu-se com a presença dela. Sentiu bater o desespero – o que faz aqui?
- Eu vim ver por mim mesma o que você está armando! – Rebeca o encarou cruzando os braços imponente.
- Não devia estar aqui! – pegou nela com força – o que eu te avisei?
- Você não manda em mim... Bem que eu desconfiei!... Você é um bandido... Um mau caráter! – falou com raiva.
- Você tem que ir embora agora! – mandou com firmeza.
- Eu não vou sair daqui até saber a verdade! – afirmou ela decidida.
- Você não entende, não é? Ele é muito perigoso!... Vá embora Rebeca, por favor! – pediu mostrando sua aflição.
Seu coração congelava só de pensar em Carlos tocando nela.
- Eu Já disse que eu não vou! – exclamou com veemência – E não há nada que possa fazer pra eu mudar de ideia!
Ele, vendo ser sua única alternativa, levantou-a pelos ombros. Levou-a contra a vontade dela até uma saleta abandonada. Fechou a porta com força usando um pedaço de madeira.
- Me tira daqui! – gritou furiosa – Me tira daqui agora! – bateu na porta com violência.
- Fique quieta! – ordenou ele com autoridade.
Ela estremeceu ao perceber na voz dele um medo terrível, como se algo horrível fosse acontecer.
Pâmela ia rumo ao aeroporto, quando viu um carro acelerando rápido atrás deles. Iam a uma estrada deserta perto de um penhasco.
De repente, o carro bateu com força do lado do táxi. Percebeu surpresa, a face de Alex e seus companheiros do outro lado. Ele já havia descoberto tudo.
- Pare esse carro! – Alex gritou com agressividade ao motorista.
- Não pare!... E eu pago o dobro! – Pâmela disse com receio.
O taxista correu mais na estrada, até que o carro de Alex encurralou-os contra a cerca da estrada, fazendo um grande estrondo.
O senhor que dirigia, sem saída, freou firmemente.
- Por que parou seu idiota? – Pâmela alterou-se.
- O que queria que eu fizesse senhorita? – o motorista defendeu-se com medo.
Alex retirou Pâmela bruscamente de dentro do veículo.
- Então estava pensando em fugir da gente, não é? – pegou no braço dela a encarando.
- É claro que não! – disfarçou ela retirando o braço – eu não estou fugindo de nada!
- Eu já sei de tudo! Você estava armando com aquele milionário pra ele te dar dinheiro! O que deu em troca, hein? – gritou Alex com raiva.
- Eu não estou com dinheiro nenhum!
Um dos companheiros de Alex, então, entrando no táxi, achou o envelope com a enorme quantia. Pâmela estava sem saída.
No colégio, dentro da sala de materiais, Pedro recuperou-se do susto e saiu de cima da pessoa.  Arrastando-se pela parede achou o interruptor, acendeu a luz.
- Raquel? – falou surpreso.
- Pedro? – ela respondeu da mesma forma. Pensou por um minuto – eu vou matar elas! – caminhou decidida em direção à porta – me tirem daqui agora! – gritou, já sabia qual tinha sido a intenção de suas amigas.
Após muito gritar, ela sentou-se perto de uma mesa velha.
- Não adianta! Elas devem estar na festa! – Pedro arfou sem esperança.
Raquel teve vontade de matar as duas.
- Não acredito que elas fizeram isso comigo! – falou mais para si mesma irritada.
- Tudo bem! Vamos ficar aqui até que alguém nos ache! – ele aproximou-se mais se sentando ao lado dela.
Vendo a aproximação, ela bruscamente levantou-se.
- Não!... – ela negava-se a participar do plano de suas amigas.
- Ah! Claro! – ele levantou-se meio irritado – está falando isso por causa do Tomás!... Está mesmo apaixonada por ele? 
Raquel fugiu de dizer a verdade a ele.
-... Sim... É claro! – distanciou-se um pouco, desviando o olhar.
- Raquel!... Eu não queria dizer isso, mas o Tomás não te ama! Ele só está apostando que te conquistaria!
Raquel ouviu surpreendida.
Rebeca tentava aflita sair daquele lugar. Procurou por janelas, sem sucesso. Viu, então, um pedaço de metal caído sobre o chão. Pegando-o, bateu com força na porta, mas parecia impossível quebra-la. Ouviu um barulho. Largou o metal assustada. Tocando sobre a parede achou uma fresta pequena que dava para o centro do galpão. Observou David caminhar, quando foi surpreendido por um homem que o rendeu com um saco preto. 

segunda-feira, 24 de março de 2014


Capitulo 123

David franziu o cenho em tom de confusão. Não sabia como reagir diante daquilo.
- Não pode ser...
- E eu sei por que pensa assim! Mas foi tudo um engano! Minha mãe de algum jeito pensou que a gente estava junto... Mas eu posso garantir... Que isso nunca aconteceu, a Rebeca nunca te trairia... Ela te amava! – Pedro revelou firme.
David tentou manter os pensamentos em ordem.
- Mas vocês estão juntos! – David falou sem entender.
- Não!... Ela só inventou isso pra poder te esquecer!... Ela ainda te ama! – Pedro desviou olhar, como fugindo dessa verdade.
David não sabia como lidar com aquele sentimento que cresceu.
- Se você sente algo pela Rebeca, pelo menor que seja, deixa ela em paz! Não vê o quanto a fez sofrer até hoje?... Deixa ela seguir em frente de uma vez! – completou Pedro sério.
-... Por que me disse isso? – David perguntou confuso.
- Olha, não tem nada que eu queira mais do que ficar com a Rebeca, mas achei que deveria saber!... Eu pretendo conquistar ela e sei que com o tempo ela vai te esquecer... – Pedro saía quando deteve-se – só pra saber... Quando estava no hospital... Eu nunca desejaria aquilo!
Saiu, deixando David ali, ainda estático. Era claro o quanto tinha sido injusto e cego em acusá-la daquela maneira.
Nicole após falar com Alex sorriu consigo mesma. Tinha conseguido o que queria, com certeza agora ele estaria transtornado com a ideia de Pâmela fugir com aquele dinheiro.
Discou um número no celular novamente.
- Alô? É da polícia?... Eu tenho uma denúncia a fazer...
Depois de desligar o celular, Tomás a examinou intrigado.
- Bem, agora vamos voltar pra festa! – falou ela animada.
- Peraí... Pode me dizer o que tá acontecendo? – ele a indagou.
- No caminho eu te conto tudo! – Nicole adiantou-se até o carro.
Na festa, David pensou em ir embora, seus pensamentos em Rebeca o atordoavam. Observou Pedro voltar e pôs-se a lado dela. Como tinha sido egoísta em acusa-la. De repente, ouviu o celular tocar. Atendeu. Ouviu uma voz o interrompendo.
- Não vamos demorar muito está bem? Eu estou com o seu pai aqui comigo! E estamos te esperando num galpão perto do porto!
-... Carlos? – foi à única coisa que ele pôde dizer em meio a tudo.
- E é melhor não trazer a polícia, senão seu pai irá pagar! – ameaçou sério. Desligou.
David ainda continuava estático. Elevou às mãos a cabeça desesperado.
Rebeca que havia o observado, intrigou-se com a reação dele. Avistou David sair rapidamente em meio a todos, rumo à saída.
Quem poderia ser a pessoa ao telefone? Por que ele sairia assim tão transtornado? Só podia ser Carlos querendo vê-lo. Talvez, para tratarem sobre o julgamento.
Rebeca distanciou-se de seus amigos enquanto o diretor discursava algo no palco.
Ao chegar à frente do colégio, viu David pegar a moto acelerado. Chamou um táxi apressada.
- Siga aquela moto! – ordenou ela entrando no carro.
Após o enorme texto do reitor, Tomás e Nicole aproximaram-se de Raquel.
- E aí? Deu tudo certo? – Raquel olhou Nicole para confirmar – eu vi o Alex sair agora a pouco!
- Claro! Ele mordeu a isca! – riu-se a outra.
- Muito espertas vocês hein! – comentou Tomás. Chegou mais perto de Raquel – a gente pode ir ao jardim por um minuto?
Raquel olhou para os lados encontrando-se com o rosto de Pedro ao longe. Aceitou o convite. Tomás sorriu para Nicole ao sair com Raquel.
Julia veio até Viviane aturdida.
- Cadê a Raquel? – perguntou apressada.
- Eu não sei, acho que foi pro jardim...
- Não se esqueça do plano, está bem? – lembrou Julia.
Viviane assentiu positivamente.
Tomás caminhava ao lado de Raquel.
- Aqui ficou muito bacana! – comentou ele olhando o jardim.
- Obrigada! – agradeceu tímida – Tomás... Eu quero agradecer por ter ajudado a gente com o plano, você tem sido muito legal comigo...
- Eu só queria que soubesse que eu não era aquele cara que você pensava... – abaixou a expressão – eu queria me desculpar... Pelo dia que eu tentei te beijar a força... Eu fui um idiota! – falou, no fundo com verdade.
- Tudo bem!... Não se preocupa, eu já esqueci! – Raquel confessou.
- Eu também gostaria que soubesse que quando estiver pronta pra esquecer o Pedro de uma vez, eu vou estar aqui! – disse compreensivo.
Ela olhou-o. Não sentia nada por ele comparado a Pedro, mas ele tinha provado ser mais do que o babaca que pensava. Talvez pudesse dar uma chance de tentar.
Aproximou-se do rosto dele. A boca foi chegando perto.
- Raquel! – Viviane chegou a chamando. Viu a outra assustar-se – desculpe interromper, mas... Eu preciso que veja o que aconteceu na sala de materiais!
“Droga”. Pensou Tomás irritado.
Raquel acompanhou Viviane confusa, no fundo sentiu um alívio por ter sido interrompida.
Enquanto isso, na festa, Julia veio até Pedro.
- Julia, você viu a Rebeca? – perguntou preocupado. Fazia tempo que não a via.
- Ah sim!... Acho que eu a vi na... Sala de materiais! – disfarçou.
Observou Pedro sair apressado. Não sabia no que isso daria, no entanto, tinha que tentar.
Raquel entrou na sala de materiais.
 - O que tem de errado Vivi? – ela indagou Viviane que estava do lado de fora.
- Me desculpa amiga, mas é pro seu próprio bem! – falou fechando a porta com a chave.
- O que? – Raquel virou-se assustada. Viu a porta trancada – Vivi! Me tira daqui!
Pedro aproximou-se de Viviane.
- A Julia disse que a Rebeca estava aqui! – falou sem entender.
- Ah!... Claro! Ela está lá dentro! – abriu a porta. Quando ele entrou, logo fechou a porta atrás dele.
Pedro percebeu que a sala estava escura. De repente, esbarrou em alguém, caindo sobre ela.

sábado, 22 de março de 2014


Capitulo 122

Percebendo ele se aproximar, ela obteve um movimento de recuo.
- Vejo que não demorou muito pra esquecer a Pâmela, não é? – Rebeca exclamou fingindo desinteresse.
- Aquela garota é só uma amiga, não é nada demais! – ele sorriu deliciado – mas acho que nunca seria tão rápido como você em esquecer alguém!
Ela sentiu o sangue ferver na pele. Manteve-se controlada.
- Se está se referindo ao Pedro não se preocupe, eu nunca tive que te esquecer, porque eu sempre amei ele! – ela falou com malícia tentando machucá-lo - sabe o que eu sinto por você David?... Pena! Por que nunca vai conseguir ser mais do que o filho de um bandido!
Ele recebeu aquelas palavras com dor, principalmente vindo dela.
- Não é a única que sente isso! – ele vociferou – mas eu nunca trairia alguém pelas costas, nunca brincaria com os sentimentos de alguém!
- Não sei como tem coragem de dizer isso... – ela aproximou-se mais, o fixando – Sabe... Achei ter visto algo bom em você, mas agora só vejo um mau caráter!... Eu já descobri o que esta fazendo!
David estremeceu.
- Você e a Pâmela estão sendo subornados pra testemunhar a favor do seu pai e o sócio dele, não é?
- O quê? – ele exaltou-se surpreso.
- Agora eu sei por que não quer que eu chegue perto do Carlos! É pra que eu não descubra seu segredo!
- Não sabe o que está dizendo! – David afirmou sério.
- Ah não? Então porque queria que eu ficasse longe dele?
David ficou a ponto de dizer a verdade a ela. Reteve-se.
- Acha mesmo que eu me importo com o que pensa de mim? – gritou ele.
Pegou nos braços dela com força, aproximando seu rosto do seu. Ela olhou-o trêmula.
- Olha pra mim Rebeca!... O que você vê? – David encarou-a ferozmente. Ela abaixou a vista tentando retirar os braços.  – hein? O que vê?... Um bandido? Um vagabundo sem futuro?... Alguém inferior a você e seu pai? – ela cerrou os olhos com força, tentando segurar as lágrimas – me diz! – pediu com firmeza movimentando os braços dela – me diz Rebeca!
Levantando a vista, fixou o olhar firme nele:
- Sim! – respondeu com frieza.
Ele soltou-a bruscamente. David devolveu a mesma expressão a Rebeca.
Ainda se encaravam, quando Pedro apareceu estranhando aquela situação.
- O que está acontecendo Rebeca?... Esse idiota está te incomodando?
- Não se preocupe! Não estava acontecendo nada entre mim e a sua namorada! – David obteve um sorriso cínico.
Pedro direcionou a vista a garota, ignorando completamente o outro.
- Eu... Vou conversar com as meninas... Elas devem estar esperando por mim! – Rebeca avisou. Saiu rapidamente sem sequer olhar para os lados.
David caminhava rumo à festa, quando Pedro o barrou.
- Espera ai!... A gente tem que ter uma conversa! – exclamou sério.
David apenas sorriu novamente, um sorriso irônico.
Nicole que estava na festa aproximou-se de Tomas:
- Tomás, eu preciso de um favor seu! – ela falou – eu preciso que me leve a um lugar!
- Qual é Nicole? Eu não quero perder a festa! – hesitou.
- A festa ainda vai demorar bastante, e a gente vai voltar logo, eu prometo!... – disse o puxando.
Mesmo contrariado, ele aceitou.
Pâmela saía com uma mala de seu prédio. Chamou o táxi apressada. Tinha que fugir dali, precisava aproveitar que Alex estava na festa, mas principalmente, não queria estar ali sabendo do que aconteceria.
Fechou a porta com força. O carro acelerou rápido. Ia rumo ao aeroporto.
Depois, Nicole e Tomás chegaram ao prédio. Ela perguntou ao porteiro por Pâmela.
- Sinto muito senhorita, mas essa moça saiu agora pouco, acho que ia viajar! – o senhor avisou.
“Eu sabia”. Nicole disse consigo mesma. Pegou o celular.
- Alex?... Tenho algo que vai te interessar muito! – sorriu.
Pedro olhou David com firmeza.
- O que estava falando com a Rebeca?
- Eu não acho que isto seja da sua conta! – David respondeu rispidamente – por que não pergunta pra ela? – mudou a expressão para um tom de ironia.
- Quando vai deixar ela em paz de uma vez? – Pedro o encarou – não vê que a sua presença só incomoda ela?
- O que eu faço ou não, não é da sua conta! – David irou-se.
- É claro que é, quando diz respeito à Rebeca!
- Claro! – o outro sorriu – eu me esqueci de que os dois estão juntos agora!... Eu fui um idiota todo esse tempo, não é? Ela sempre te amou! Parabéns!
Pedro desviou o olhar.
- Olha... Eu sei o que pensa! E eu me odeio por dizer isso, por que no fundo era o que eu mais queria... Mas a Rebeca nunca te enganou comigo! E eu não vou permitir que pense assim dela!  

quinta-feira, 20 de março de 2014


Capitulo 121

A onda de suspeitas e hipóteses ainda continuava naquela mesa.
- Mas se a Pâmela escondeu do Alex sobre a quantia... O que será que ela está armando?
- Talvez ela planeje fugir com o dinheiro! Assim ela escaparia do Alex! – sugeriu Nicole, o que iluminou a mente de Raquel.
- Quer saber? Acho que eu sei como nos vingarmos daqueles dois! – afirmou Raquel veemente.
Todas surpreenderam-se com a proposta. Ouviram com atenção.
Rebeca, porém, chegando a casa, não escondia sua aflição. Mais dúvidas circulavam sobre sua cabeça. Pâmela havia recebido essa quantia por que motivo? Não podia acreditar que David estivesse sendo subornado, mas ele mesmo havia dito que testemunharia a favor de seu pai. Porém, ele possuía um medo nos olhos quando pediu que ficasse longe de Carlos.
Cada vez mais isso a deixava confusa.
Todo o colégio comentava sobre a festa de formatura, que seria na sexta. Raquel preparava os enfeites no salão de festas. Julia e Viviane também ajudavam.
- Raquel... Eu vou ali com a Viviane pra pegar mais plumas! – pediu Julia disfarçando.
- Tá bem... Mas voltem rápido! Só temos até sexta! – respondeu afobada sem desviar-se do que estava fazendo.
Após Julia e Viviane deixarem o salão, Julia adiantou-se:
- Preciso falar com você!
- O que foi? – a outra a encarou sem entender.
- A Raquel conversou comigo... Ela tá realmente apaixonada pelo Pedro!... A gente tem que ajudar ela!
Viviane cerrou os olhos ouvindo compenetrada o plano de Julia. Concordou com a ideia.
Rebeca ouviu o celular tocar lhe tirando de seus pensamentos. Era Pedro.
- Alô? – ela atendeu simpática.
- Oi Rebeca... Eu estava pensando se não quer sair comigo pra dar uma volta, sei lá...
- Eu realmente gostaria Pedro! Mas meu pai me deixou de castigo! – revirou os olhos inconformada – vou ficar em casa pelos próximos cem anos!
- Tudo bem! – ele riu -... Quer ir comigo a festa de formatura na sexta?
-... Claro! Eu ia mesmo te convidar! ... Sabe, todo mundo pensa que a gente tá junto, então... A proposito! Eu gostaria de te agradecer! Você tem sido meu melhor amigo agora... Obrigada por ter ficado comigo no hospital!
- Sabe que eu faria qualquer coisa por você! – Pedro arfou, podia-se sentir em sua voz uma certa decepção – até mais Rebeca!
Rebeca despediu-se desligando.
Sabia que Pedro tinha sentimentos por ela, mas era impossível, pois Raquel o amava. Além do mais, sentia dentro de si, que nunca seria capaz de esquecer David totalmente.
Como a vida era engraçada. Há algum tempo atrás, quase morreria de felicidade ao saber que Pedro gostava dela. Se as cartas tivessem ido para ele ao invés de David, talvez...
Deitou-se tentando esquecer-se de tudo. Não importava. Logo estaria longe do país e todos poderiam seguir com suas vidas.
Faltava apenas um dia para a festa de formatura.
No colégio, Pedro foi em direção a Tomás que estava arrumando suas coisas no armário. Pedro viu então, Nicole aproximar-se de Tomás.
- Oi Tomás!... Fiquei sabendo que vai sozinho na festa! – ela debochou.
- É! Não sei por que, mas a Raquel desmarcou comigo!
- Acho que está falhando no que quer, não é? Não se esqueça do que vai acontecer se perder a aposta! – Nicole provocou.
- Isso não vai acontecer! Escreve o que eu estou dizendo! Eu vou conseguir conquistar a Raquel, eu vou ficar com ela na festa! – Tomás afirmou decidido.
Mal sabiam eles que Pedro ouvira tudo.
Finalmente a formatura chegou. O salão estava repleto de pessoas com vestidos longos e elegantes ternos.
Rebeca chegou acompanhada de Pedro. Vestia um belo vestido longo. Nicole, Raquel, Henrique, Julia, Viviane e Lucas também chegaram. Logo foram para a pista de dança. Rebeca estava com seus amigos quando observou surpresa David aparecer. Era incrível como estava atraente, apesar de estar vestindo um terno preto um pouco gasto. Ela estremeceu ao ver que ele estava acompanhado. Uma de suas inúmeras admiradoras pensou irritada. Não queria incomodar-se, porém, a verdade que não podia negar era que se importava.
- Eu vou tomar um pouco de ar! – ela afirmou a Pedro.
- Você esta bem? – perguntou ele preocupado.
- Não... Não é nada! É só um pouco de tontura!
Foi até o jardim do colégio. Estava todo iluminado. Subiu em um pequeno coreto improvisado. O vento batia suavemente sobre seu cabelo, levantando levemente as pequenas mechas que lhe saíam do coque.
Enquanto isso, Pâmela saía de seu apartamento. Planejava fugir aquela mesma noite, seria o melhor. Sabia muito bem o que aconteceria. Contou novamente o dinheiro, seria o suficiente para se mantiver bem na Espanha. E se precisa-se, chantagearia Carlos por mais.
Rebeca ouviu passos atrás de si. Pensou ser Pedro, porém reconheceu aquela voz surpresa.
- Por que não está aproveitando a festa? – David perguntou a examinando de costas para ele.
Ela fechou os olhos. Sua presença a incomodava ao extremo. Sentiu ele aproximar-se mais.
- Está muito linda hoje!
Sua voz a inebriou. Quis sair dali, no entanto, simplesmente não conseguia.
Ele a examinou. Estava exuberante, apesar da tristeza que carregava nos olhos. Adiantou-se, ficando a um palmo de distancia.

quarta-feira, 19 de março de 2014


Capitulo 120

Ela tremeu diante dele, que permanecia com as mãos em seu rosto. Rebeca sentiu um enorme desejo de abraça-lo. Não mais do que dizer que o amava. Tudo parecia perder a nitidez naquele instante.
David lembrou-se das palavras daquela noite. Sabia que ela o amava, apesar de tê-lo enganado. Sabia também que devia afastar-se. Como queria fingir que tudo não existia. Rebeca sentiu-o retirar suas mãos bruscamente de sobre ela. Provou a raiva de si vendo a rejeição nos olhos dele.
- Só... – disse ele recompondo-se – prometa que nunca mais vai ir atrás desse homem! – completou em tom autoritário.
- Eu não tenho que prometer nada! – ela vociferou com rispidez -... E é melhor ficar longe de mim!
Ela saía quando ele pegou em seu braço a impedindo.
- Rebeca eu estou avisando! Fique longe dele!
Ela apenas disparou-lhe um olhar frio.
- Me solta! – retirou o braço com força. Saiu rapidamente.
Agora mais do que nunca aquilo a intrigava. E ele não ia impedi-la de ir atrás da verdade.
- Você está de castigo por um mês! Ouviu? – gritou Sr. Paulo quando Rebeca chegou a casa.
- O QUÊ? – ela exclamou surpresa.
- Eu liguei pra casa da Raquel e você não estava lá! – ele continuou furioso – e o que pensava para mexer nos meus documentos? O que estava procurando?
- Nada pai! Eu apenas... Apenas queria encontrar algumas pistas sobre o caso, só isso... Você sabe como sou curiosa – disfarçou. Aproximou-se – pai eu prometo que não vai acontecer de novo! Mas poderia retirar o castigo?
- Não!... E é melhor ir pro seu quarto antes que eu suba para um ano! – avisou.
- Mas, pai eu já tenho dezoito anos!
- Enquanto viver sobre o meu teto vai respeitar minhas regras!
Mesmo contrariada ela subiu. Não queria alterá-lo, se sentia culpada por colocar o tratamento dele em risco. Agora não poderia ir ao apartamento do senhor Carlos.
Viviane estava trabalhando no clube do pai da Nicole, quando observou Pâmela sentar-se em uma mesa afastada. Olhou atentamente. Ela parecia séria. De repente, Viviane viu um homem juntar-se a ela. Não dava para avistar o rosto pela escuridão do lugar, mas Viviane pôde perceber nitidamente o homem dando a Pâmela um envelope. Quando ele saiu apressado, Pâmela abriu-o. Era uma enorme quantia em dinheiro.
No colégio, Julia percebeu desconfortada que Raquel estava cabisbaixa a aula toda. Após, Julia veio conversar com ela.
- Não é nada! – Raquel desviou o olhar.
- Raquel... – Julia olhou nos olhos dela fixamente – confia em mim!
Raquel não parava de pensar em Pedro. Doía-lhe só de pensar que teria que guardar esse segredo. Decidiu dividi-lo, pois não aguentava mais manter seus sentimentos dentro de si.
- Por favor, Julia! – Raquel pegou nas mãos dela aflita – tem que prometer que não vai contar a ninguém! Eu não quero que a Rebeca se preocupe!
Julia consentiu.
- Eu... – Raquel continuou – me encontrei com o Pedro ontem!... E eu disse que to apaixonada pelo Tomas!
- O que? Você tá apaixonada pelo Tomas? – Julia a encarou surpresa.
- Não! Claro que não Julia, eu só disse isso pra ficar longe dele!
- Isso não é justo Raquel! Não é justo com você mesma e nem com o Pedro! Ele precisa saber a verdade!
- Eu já to cansada de pensar nisso Julia! – ela exclamou encostando-se a parede. Parecia carregar um grande fardo – eu não posso fazer isso com ele, entende?
Julia sentiu a enorme dor que Raquel possuía.
- Não importa... – Raquel obteve um sorriso falso – eu sei que um dia eu vou esquecer o Pedro!
- E se esse dia nunca chegar?
Raquel abaixou os olhos e a expressão.
- Eu não sei... – apenas respondeu cabisbaixa.
Após isso, Viviane as encontrou. Chamou-as para ir à lanchonete, disse que era importante.
Já na lanchonete, todas estavam reunidas.
- Eu trouxe vocês aqui por que eu vi uma coisa bastante suspeita ontem!
Elas a encararam curiosas.
- Eu vi a Pâmela receber um pacote de dinheiro ontem no clube! – Viviane continuou.
- Sabe quem é esse homem? – perguntou Rebeca.
- Não, estava muito escuro...
- Peraí, eu já havia pensado nisso... – interrompeu-as Raquel – a Nicole viu o Alex ameaçar a Pâmela, talvez seja por isso!
- Mas o que o Alex teria a ver com ela? – indagou-a Rebeca.
- Eu não te contei Rebeca... Mas foi a banda kings que ajudou ela a testemunhar contra o David!... Mas é claro que teria que ser por algo em troca!
- Mas eu ouvi ela dizer pra ele que não tinha nada com aquele homem! – falou Nicole lembrando-se da conversa que ouvira entre Pâmela e Alex.
- Você ficou sabendo quem esse homem é? – Rebeca dirigiu-se a Nicole.
- Não... Só ouvi que era um milionário!

Rebeca levou um choque. Pensou que só poderia ser Sérgio ou Carlos. Os únicos interessados nesse caso. Será que Pâmela estava sendo subornada? Se sim, David também havia aceitado testemunhar a favor deles por dinheiro?

terça-feira, 18 de março de 2014


Capitulo 119

- Por que quer isso Rebeca? – Sheyla a interrogou.
- Não é nada importante!... É só um trabalho que eu devo fazer pra escola... – disfarçou.
- Fala a verdade Rebeca!...Você é uma péssima mentirosa! – replicou a outra desconfiada.
- Tudo bem... É que eu preciso saber a verdade Sheyla! – confessou vencida.
- Que verdade? – Sheyla quase que não conseguiu falar.
- Eu sei que o David esconde algo!
- Não... Você tá enganada Rebeca!... - desviou o olhar - Desculpe... Eu não posso te ajudar! – saiu.
Rebeca teria que conseguir de outro jeito.
Chegando a casa veio até a empregada. Pediu a chave do escritório dizendo ser urgente. Finalmente a senhora lhe entregou. Abrindo a gaveta, achou um enorme documento. Entre eles haviam algumas anotações e por sorte entre elas, o endereço. Sorriu consigo mesma.
Ouviu seu pai chegar. Colocou o documento de volta. E saiu rapidamente.
À noite, Sheyla veio ao apartamento de David.
- Eu falei com a Rebeca hoje! – ela chegou apressada.
David ficou alarmado.
- E sabe o que ela me pediu? – ela continuou –... O endereço do apartamento do Carlos!
- Isso quer dizer... – ele levantou-se do sofá surpreso.
- Que ela suspeita de alguma coisa! – Sheyla falou preocupada – David ela não pode ver esse homem! Se ele descobrir o que ela suspeita ela será mais uma na lista dele! ...Você tem que impedir isso!
David elevou às mãos a cabeça desesperado.
No dia seguinte, aproveitando-se de não ter aula, Rebeca resolveu ir até o endereço.
Chamou um táxi deixando a desculpa a seu pai de que iria à casa da Raquel. O táxi logo apareceu. O lugar era longe, então, teriam que pegar a estrada. Estava ansiosa e possuía um medo íntimo, mas sua curiosidade era maior.
Quando alcançaram o ponto da alto-estrada, ela ouviu o som de uma moto correndo rápida atrás deles. Quando olhou para trás, surpresa percebeu ser David sobre o capacete. “Droga!”. Pensou ela. “Sheyla deve ter dito a David”.
- Por favor! Pode ir mais rápido? – perguntou ao taxista.
Avançaram com mais velocidade. David tentava alcança-los. Tinha que impedir que ela corresse perigo. Ela, vendo que ele se aproximava reforçou o pedido ao senhor que dirigia.
- Estou indo o mais rápido que posso nessa estrada senhorita! – explicou.
David sentindo que os estava perdendo, resolveu fazer uma manobra arriscada. Acelerou ferozmente entre os carros. Rebeca olhando para o retrovisor, respirou aliviada ao não vê-lo mais. Inesperadamente, então, viu surpresa David voltar-se com a frente da moto na contramão posicionando-se na fronte do carro. O taxista freou fortemente e por pouco não bateu.
David desceu da moto retirando o capacete.
- Rebeca sai desse carro! – gritou ele abrindo a porta.
- O que pensa que está fazendo? – ela vociferou retornando do choque que levara – ficou maluco?
Os donos dos carros atrás deles começaram a exaltar-se furiosos.
- Rebeca eu não vou sair daqui até você decidir vir comigo! – ele permaneceu firme diante dela.
- Taxista não pode acelerar e passar por cima daquela moto? – ela pediu com raiva.
- Desculpe senhorita, mas acho melhor ir com ele pra causar menos problemas! – o senhor exclamou com receio.
Ela olhou para David irritada. Cedeu vencida por ele. Ele levou-a até a moto lhe entregando o capacete.
Ele ia em direção a casa dela, mas acabou parando perto de um parque.
- Por que paramos? – ela o encarou confusa, porem, sem interesse.
Dr. Paulo estava no quarto quando recebeu a visita de Suzana com o café da manha.
- Senhor... Não é para alarmá-lo, mas Rebeca pediu a chave daquela gaveta em seu escritório, ela disse que era urgente, que o senhor havia pedido.
- O que? – ele a interrompeu não acreditando. Pensou por um momento – ligue para a casa da amiga dela! – ordenou.
David puxou Rebeca para um lugar mais privado no parque. Ela não pôde deixar de encará-lo.
Encostou o braço em uma arvore fixando os olhos nela.
- Olha... Eu não quero que chegue perto desse homem... Nunca mais!
- Por quê?... O que está escondendo David? – ela rebateu examinando o olhar dele.
- Não tenho nada pra esconder! Eu só não quero que volte a tentar isso outra vez, não sabe do que ele é capaz! Pode te colocar em risco! Principalmente se ele souber que me conhece!
- Por que o teme tanto David? Por que ele faria algo a você se está do lado dele no julgamento?
- Isso não importa! – ele tentou fugir do assunto, não podia deixar que ela descobrisse a verdade. Distanciou-se – só prometa que vai estar segura!
Ela olhou-o como hipnotizada. David adiantou-se até ela elevando suas mãos ao seu rosto. Via-se em sua face a aflição.
- Eu... Eu me preocupo com você Rebeca! – seus olhos tornaram-se mais profundos – não quero que se machuque!... Apesar de tudo... Eu ainda... – parou por um momento.

Ela levantou a vista encontrando-se com a dele. 

segunda-feira, 17 de março de 2014


Capitulo 118

No dia seguinte, Raquel saía do colégio quando Pedro veio a seu encontro.
- Eu queria falar com você! – ele disse simpático. Ela estremeceu - ...A gente pode ir até o parque?
Ela pensou em recusar, mas a curiosidade e a vontade de tê-lo por perto falaram mais alto.
No parque, Pedro adiantou-se:
- Eu só queria me desculpar... Eu soube que a minha mãe foi te procurar... Foi tudo uma confusão, ela acabou pensando que você ainda era minha namorada!
- Tudo bem! – ela sorriu tímida. Resolveu dizer a ele – eu... Contei pra Rebeca!
- Espero que ela tenha entendido! A última coisa que eu quero é que ela fique pensando outra coisa sobre eu e você!
- Não, eu expliquei tudo pra ela e ela entendeu que não houve nada entre a gente! – a voz dela saiu com tristeza.
- Eu também queria dizer que... Eu falei com o meu pai! E ele disse que vai me apoiar em qualquer coisa que eu decidir, e sei lá... Eu não sinto mais aquela pressão que eu sentia antes...
- Sério? – ela o encarou. Abraçou-o forte – fico tão feliz por você Pedro! – falou com a voz abafada pelos ombros dele.
De repente, ao sentir os braços dele a apertarem forte, ela recuou com uma feição mais séria.
- Raquel... Eu sei que as coisas entre a gente andam estranhas... Mas eu só queria que voltasse tudo ao normal! Eu sinto falta de você do meu lado... Dos seus conselhos.
Ela afastou-se um pouco desviando o olhar.
- Pedro... Eu já disse que não dá mais! Eu não posso mais ser sua amiga! – respondeu Raquel. Só ela sabia como era difícil dizer aquelas palavras.
Pedro leu nos olhos dela que estava fugindo de algo.
- Eu já sei o porquê! – disse ele diretamente. Raquel sentiu o coração bater rápido – está apaixonada pelo Tomás!
- O quê? – ela quase não acreditou no que ouviu. Pensou por um minuto -... É! É verdade! E você sabe que você e o Tomás não se entendem... Ele não quer que eu me aproxime de você... É por isso que é melhor a gente ficar longe um do outro!
Pedro abaixou os olhos instintivamente. Não soube por que doía-lhe tanto que ela lhe dissesse isso. Recompôs-se sentindo irritação.
- Tá legal! – falou sério com um jeito frio.
- Ok... – ela respondeu contra sua vontade – Eu realmente fico muito feliz por você e seu pai... Até mais! – saiu, segurando as lágrimas.
Rebeca chegou à casa a tarde. Jogou-se na cama com os pensamentos longe. Pensava no que o delegado tinha dito. Era impossível que Sérgio tivesse feito algo tão cruel com seu próprio filho. Lembrou-se, então, que David havia dito que seu pai tinha um sócio de nome Carlos. Ele com certeza poderia ser o culpado. David devia ter aceitado testemunhar a favor dele após o acidente. Talvez David estivesse sendo chantageado.
Foi até o escritório de seu pai. Sabia com certeza que encontraria algo sobre Carlos. Algum dado sobre o julgamento ou pista de envolvimento com Bruno.
Porém, encontrou a gaveta dos documentos do julgamento fechada. Sabia que seu pai não os deixaria a seu alcance.
No dia seguinte, as meninas foram encontrar-se com as meninas em uma sorveteria ali perto. 
Rebeca ainda não tirava da cabeça aquelas suspeitas sobre David. Queria tirar tudo isso a limpo, porém, decidiu não dizer a suas amigas, pois se preocupariam muito e a impediriam.
 De repente, observou Sheyla entrar no recinto com Wine, seu namorado.
Aproximou-se.
- Sheyla! 
- E aí Rebeca? – Sheyla a cumprimentou simpática.
- Eu sei que isso é muito estranho... Mas eu preciso que me diga... Se você sabe onde fica o apartamento do sócio do pai do David!
Sheyla estremeceu.