terça-feira, 4 de março de 2014


Capitulo 109

- Mas o que ele estava fazendo lá? Achei que tinha tirado uma licença! – Rebeca desesperou-se.
- E acha que seu pai escuta? – a empregada respondeu – ele foi levado pro hospital!
Rebeca pegando suas coisas, rapidamente foi até o hospital.
Chegando lá, o médico a atendeu:
- Você que é a filha de Paulo Alvez?
- Sim... – ela respondeu angustiada – o que aconteceu com ele?
- Bem, devido a um esforço que ele teve, acabou tendo uma tortura e desmaiou. Nós estamos fazendo os exames pra verificar se a batida que ele levou não afetou alguma estrutura no cérebro – explicou paciente – se for o caso, teremos que realizar a operação mais cedo, o que será muito mais arriscado.
- Eu... Eu posso vê-lo? – o encarou.
- Por enquanto ele precisa descansar! Mas depois a chamaremos! – saiu firme em direção às salas.
Rebeca sentou-se angustiada na sala de espera. Pedia a Deus que nada acontecesse a seu pai.
Enquanto isso, Raquel tinha ido à lanchonete com Nicole.
- Dá pra acreditar nisso? – Nicole indignou-se – enquanto a Julia e a Viviane estão com os namorados, a gente tá aqui engordando... – resmungou consigo mesma – quer saber? Eu vou arrumar um namorado! Já chega de ficar sozinha!
- Nossa! Assim até parece que esta desesperada! – comentou Raquel a repreendendo – pois eu estou muito bem sozinha!
- Sei... Mas se o Pedro te pedisse você bem que aceitaria, não é? – riu a outra.
-... Dá pra gente não falar sobre ele? – reclamou Raquel fugindo do assunto.
De repente, Alex, líder da banda kings, apareceu. Indo em direção ao balcão.
- Perai, quem é esse? – Nicole o olhou de cima a baixo admirada.
- Ele é o vocalista da banda que o Pedro estava... – respondeu Raquel sem interesse.
- Um rockeiro! – Nicole animou-se -... Vou falar com ele! – saiu decidida.
Raquel chamou-a, mas ela não lhe deu ouvidos. Raquel sabia que o Alex não parecia ser um cara legal. E diziam os rumores que era muito galinha.
Avistou de repente, Tomas entrando no recinto. Ele aproximou-se sentando-se a sua frente.
- E aí Raquel? – cumprimentou-a simpático.
- Quem te disse que eu estava aqui? – ela indagou-o – Ah! Já sei! – pensou em Nicole.
- Eu tava pensando... Vai ter uma festa nesse sábado... Quer ir comigo?
Ela examinou-o. Pensou em dizer não. Mas lembrou em como ele tinha sido legal em defendê-la de seus pais.
- Quer saber?... Está bem! – disse séria. Viu ele sorrir convencido – mas não vai achando nada! Vamos apenas como amigos! – avisou.
O celular dela tocou a surpreendendo. Atendeu. Uma face surpresa tomou conta de seu rosto.
- Ai meu Deus! É a Rebeca! O pai dela tá no hospital!... Eu tenho que ir! – levantou-se apressada.
- Tudo bem, eu te levo! – ofereceu-se Tomas.
Nicole estava ainda falando com Alex:
- Então... – sorriu sensualmente – agora você já tem o meu numero!
Raquel chegou a puxando.
- Vamos Nicole!... A gente tem que ir!
- Me liga! – gritou Nicole para Alex antes de sair pela porta.
Chegaram todos no hospital, encontraram Rebeca na sala de espera. Ela ao vê-los, correu para abraça-los.
- Ele está bem? – Raquel perguntou preocupada.
- Não sei... – ela disse desesperada – eles não me deixam ver ele!
- Vai ficar tudo bem! – abraçou-a mais uma vez sua amiga.
Passaram-se horas. E Rebeca não tinha ouvido nada sobre seu pai. Seus amigos já haviam ido. Pediu pra eles que fossem, pois estava tarde e ela passaria a noite ali. Porém foi impossível dormir com a preocupação em seu pai.
No dia seguinte, no colégio, David foi até a sala da professora de artes, pois ela o tinha chamado.
- Precisava falar com você senhor Martins...
- Eu já sei! Vou ser expulso! – arfou ele em um tom sério.
- Não... Para a sua sorte, a aluna Rebeca confessou que foi ela a autora das intromissões na peça e eu já lhe dei o devido castigo!... – afirmou. Observou o rosto dele ficar surpreso – Bem, eu só chamei para avisá-lo!...Pode ir!
David atravessava os corredores. Não podia crer no que tinha ouvido. Rebeca tinha se entregado para que ele não fosse expulso, mesmo o odiando. Sentiu-se culpado pelas coisas horríveis que havia dito a ela.
Enquanto isso, perto de onde ele estava, Viviane e Julia vieram falar com Raquel.
- Nós ficamos sabendo sobre a Rebeca! – Julia desesperou-se.
- É! O pai dela acabou passando mal outra vez! – explicou Raquel com a face séria – ela está desesperada!
David ouvindo isso angustiou-se grandemente.
No hospital, Rebeca permanecia ali. Viu de repente, o médico aproximar-se.
- Senhorita Alvez – falou sério – seu pai já acordou... Já pode vê-lo se quiser! – avisou.
Ela, então, foi rapidamente em direção à sala. Abriu a porta. Seu pai estava deitado. Parecia bastante fraco. Possuía uma atadura sobre a cabeça.
Sentou-se de leve ao lado dele. Ficaram em silêncio por um longo tempo.
- Por que fez isso pai? – ela o olhou brandamente. Alcançou a mão dele.
- Me desculpe... Eu achei que estava forte... Sabe como sou cabeça dura... – riu.
Ela sorriu. Uma lagrima despontou-se. Ela sabia que não podia se enganar com o humor dele, pois estava escondendo o que realmente sentia.
- Vai ficar tudo bem pai!... Eu sei...
- Filha... Não quero mentir pra você! Meu estado não é nada bom... Eles não deram muita esperança... –segurou a mão dela forte – só quero que esteja preparada, caso aconteça algo a mim...
- Não pai! Não vai acontecer nada!... Eu sei que o senhor perdeu sua fé há muito tempo... Mas eu acredito por nós dois! – sorriu-lhe já em prantos.
- Exatamente como sua mãe... – ele olhou-a compassivo – não quer me deixar ir... – sorriu – Rebeca, eu nunca te disse isso, porque temia quando chegasse esse dia, mas agora vejo... Que já não é mais uma menina!
Ela sentiu os dedos trêmulos dele a enxugar suas lágrimas. Fechou os olhos.
- Nunca filha – continuou – me orgulhei tanto de você!... Agora vejo o quão forte você se tornou!... Me perdoa...Por ter sido tão rígido com você...Eu só queria te proteger, achei que devia lutar por você... Como fui tolo! Você é corajosa como sua mãe!... Ela deve estar tão orgulhosa...
Rebeca não pôde controlar a emoção que veio ao ouvir as palavras dele.
- Eu te amo pai! – agarrou-se as mãos dele.
De repente, sentiu os dedos dele apartarem-se dos seus. Ele fechou os olhos lentamente. Ao ver que ele não respondia, ela desesperou-se.
- Pai... – gritou aflita – pai!

4 comentários:

  1. Nossa! Cai de paraquedas aqui e ja amei o seu blog! Voce manda muito bem na escrita! Eu ja li a introdução e adorei a historia, parece muito boa mesmo!
    pode ter certeza que eu vou começa a acompanhar a novela!
    seguindo...
    bjs

    ResponderExcluir
  2. Ola, primeira vez aqui!
    Eu amei a introduçao e os primeiros capitulos vou começar a ler em breve!
    seguindo
    beijos

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir