terça-feira, 25 de março de 2014


Capitulo 124

O táxi de Rebeca parou um pouco afastado do que parecia ser um velho galpão abandonado. A noite estava escura, mas recebia a luz que refletia no mar.
Observou David descer da moto ao longe e adentrar o imenso lugar. Pagando o taxista, saiu do carro decidida.
David possuía os passos firmes, apesar das mãos estarem suando. Sabia do que Carlos era capaz, seu pai estava nas mãos deles. Seus pensamentos revolviam dentro de si, não dando tempo para raciocinar.
Sentiu um vulto atrás de si. Virou-se com rapidez temendo o pior.
- Rebeca? – surpreendeu-se com a presença dela. Sentiu bater o desespero – o que faz aqui?
- Eu vim ver por mim mesma o que você está armando! – Rebeca o encarou cruzando os braços imponente.
- Não devia estar aqui! – pegou nela com força – o que eu te avisei?
- Você não manda em mim... Bem que eu desconfiei!... Você é um bandido... Um mau caráter! – falou com raiva.
- Você tem que ir embora agora! – mandou com firmeza.
- Eu não vou sair daqui até saber a verdade! – afirmou ela decidida.
- Você não entende, não é? Ele é muito perigoso!... Vá embora Rebeca, por favor! – pediu mostrando sua aflição.
Seu coração congelava só de pensar em Carlos tocando nela.
- Eu Já disse que eu não vou! – exclamou com veemência – E não há nada que possa fazer pra eu mudar de ideia!
Ele, vendo ser sua única alternativa, levantou-a pelos ombros. Levou-a contra a vontade dela até uma saleta abandonada. Fechou a porta com força usando um pedaço de madeira.
- Me tira daqui! – gritou furiosa – Me tira daqui agora! – bateu na porta com violência.
- Fique quieta! – ordenou ele com autoridade.
Ela estremeceu ao perceber na voz dele um medo terrível, como se algo horrível fosse acontecer.
Pâmela ia rumo ao aeroporto, quando viu um carro acelerando rápido atrás deles. Iam a uma estrada deserta perto de um penhasco.
De repente, o carro bateu com força do lado do táxi. Percebeu surpresa, a face de Alex e seus companheiros do outro lado. Ele já havia descoberto tudo.
- Pare esse carro! – Alex gritou com agressividade ao motorista.
- Não pare!... E eu pago o dobro! – Pâmela disse com receio.
O taxista correu mais na estrada, até que o carro de Alex encurralou-os contra a cerca da estrada, fazendo um grande estrondo.
O senhor que dirigia, sem saída, freou firmemente.
- Por que parou seu idiota? – Pâmela alterou-se.
- O que queria que eu fizesse senhorita? – o motorista defendeu-se com medo.
Alex retirou Pâmela bruscamente de dentro do veículo.
- Então estava pensando em fugir da gente, não é? – pegou no braço dela a encarando.
- É claro que não! – disfarçou ela retirando o braço – eu não estou fugindo de nada!
- Eu já sei de tudo! Você estava armando com aquele milionário pra ele te dar dinheiro! O que deu em troca, hein? – gritou Alex com raiva.
- Eu não estou com dinheiro nenhum!
Um dos companheiros de Alex, então, entrando no táxi, achou o envelope com a enorme quantia. Pâmela estava sem saída.
No colégio, dentro da sala de materiais, Pedro recuperou-se do susto e saiu de cima da pessoa.  Arrastando-se pela parede achou o interruptor, acendeu a luz.
- Raquel? – falou surpreso.
- Pedro? – ela respondeu da mesma forma. Pensou por um minuto – eu vou matar elas! – caminhou decidida em direção à porta – me tirem daqui agora! – gritou, já sabia qual tinha sido a intenção de suas amigas.
Após muito gritar, ela sentou-se perto de uma mesa velha.
- Não adianta! Elas devem estar na festa! – Pedro arfou sem esperança.
Raquel teve vontade de matar as duas.
- Não acredito que elas fizeram isso comigo! – falou mais para si mesma irritada.
- Tudo bem! Vamos ficar aqui até que alguém nos ache! – ele aproximou-se mais se sentando ao lado dela.
Vendo a aproximação, ela bruscamente levantou-se.
- Não!... – ela negava-se a participar do plano de suas amigas.
- Ah! Claro! – ele levantou-se meio irritado – está falando isso por causa do Tomás!... Está mesmo apaixonada por ele? 
Raquel fugiu de dizer a verdade a ele.
-... Sim... É claro! – distanciou-se um pouco, desviando o olhar.
- Raquel!... Eu não queria dizer isso, mas o Tomás não te ama! Ele só está apostando que te conquistaria!
Raquel ouviu surpreendida.
Rebeca tentava aflita sair daquele lugar. Procurou por janelas, sem sucesso. Viu, então, um pedaço de metal caído sobre o chão. Pegando-o, bateu com força na porta, mas parecia impossível quebra-la. Ouviu um barulho. Largou o metal assustada. Tocando sobre a parede achou uma fresta pequena que dava para o centro do galpão. Observou David caminhar, quando foi surpreendido por um homem que o rendeu com um saco preto. 

3 comentários:

  1. Ai meu Deus! Que suspense e emoçao nesse cao flor!
    Louca pelo proximo!
    beijos

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  2. To louca pelo proximo!!!
    continue assim a historia ta otima flor!
    bjs

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