quarta-feira, 26 de março de 2014


Capitulo 125

“DAVID!”. Falou Rebeca em um som abafado. Sentiu congelar-se por dentro. Observou pela fresta o homem render David e amarrá-lo a uma cadeira. David tentou defender-se quando foi acertado com um soco forte no estômago. Seu rosto contorceu-se em dor.
- Não! David! – ela desesperou-se elevando as mãos à boca.
Procurou trêmula pelo celular. Achou-o caído sobre alguns materiais. “Por favor! Tenha sinal!”. Pedia suplicante. Temia que acontecesse algo pior a David. Lágrimas corriam-lhe sobre o rosto.
Pâmela ainda encarava Alex estática.
- Então... – começou Alex retirando do companheiro o envelope – não tinha nada pra esconder, não é? – pressionou o braço dela.
- Eu ia entregar pra vocês! – ela disfarçou habilidosa.
- Quando? Quando estivesse fora daqui? – ele vociferou furioso.
O taxista desculpou-se e saiu acelerado.
- É claro que não!... Eu só queria investir em algo pra fazer o dinheiro valer mais! – ela repousou a mão sobre o ombro dele insinuante.
- Chega de mentir Pâmela!
- E quem disse que é mentira? – ela aproximou o rosto do dele.
Alex já ia inebriando-se com a aproximação dela. Pâmela rapidamente pegou o envelope. Um dos companheiros de Alex vendo a ação tentou detê-la, então, ela caminhou rápido até a cerca da estrada, pendendo o envelope.
- Se chegarem perto... Eu jogo! – ameaçou ela com malícia.
Enquanto isso, na sala de materiais, Raquel sentou-se novamente. Não sabia como reagir à notícia.
- Aquele idiota! – arfou irritada.
Estranhamente, Raquel não se surpreendia com essa atitude de Tomás. Pedro a examinou confuso.
- Você não está magoada? – ele a indagou sem entender.
- Quer saber? Vindo do Tomás... Eu poderia esperar qualquer coisa! – riu-se consigo mesma.
- Peraí... Não está apaixonada por ele?
Raquel respirou fundo.
- Não – levantou-se firme.
- Eu não entendo... Você disse...
- Eu sei! – ela o interrompeu desviando o rosto.
- Então porque mentiu? – Pedro aproximou-se a fixando – por que inventou essa desculpa pra se distanciar de mim?
- Não Pedro, por favor! – Raquel tentou afastar-se, como tentando fugir da verdade.
- Não! Você vai me dizer! – ordenou ele a encurralando a parede – me diz Raquel! Me diz logo de uma vez, por que queria ficar longe de mim!
- Eu... – Raquel abaixou os olhos tentando segurar as lágrimas – estou apaixonada!... Mas... – tremeu. Olhou-o enfim –... É por você!... – permitiu cair-se em pranto - É por você Pedro!
David acordou de repente. Sentiu uma forte dor no corpo. Inesperadamente, a escuridão que predominava deu lugar à luz. Viu surpreso o rosto de Bruno lhe tirando o capuz preto.
- Onde está o meu pai? – David tentou falar ainda com dores.
Bruno apenas sorriu.
- Logo estará com a gente!
David franziu o cenho em choque.
- Disseram que estavam com ele! – bradou com raiva.
- Olha aqui! – Bruno curvou-se até ele – É melhor calar a boca verme! – socou-o no rosto com ferocidade.
Rebeca deixou que uma lágrima desprende-se de súbito de sua face. Tinha que escapar dali. Não podia permitir que continuassem a machuca-lo.
Procurou aflita qualquer coisa que quebrasse a porta. Rasgou o vestido que fez um grande v até a coxa, para poder movimentar-se ali.
David ainda tentava recuperar-se do golpe quando avistou seu pai aparecer.
- Filho! – gritou Sérgio aproximando-se.
- Calma aí! – Bruno barrou senhor Sergio.
- O que fizeram com ele seus desgraçados? – o senhor gritou com desespero.
- Sérgio! – Carlos andou até eles saindo de uma das saletas.
- Você vai pagar! Eu vou denunciá-lo covarde! – Sergio exaltou-se com firmeza.
- Por que acha que estão aqui?... Eu descobri que seu filho iria testemunhar contra mim!
Sérgio disparou o olhar para David que tossia muito. A boca com um filete de sangue.
- Então disse para os dois que os tinha prendido, não tendo nenhum dos dois! Assim os atrairia para cá! Um plano simples, mas eficaz, não acha? – Carlos sorriu, colocando as mãos sobre os bolsos.
Rebeca achou finalmente um grande pedaço de metal. Isso serviria, pensou.
Pâmela pendeu a mão com o envelope sobre o penhasco.
- Não faria isso! - Alex exclamou duvidoso.
Ela sorriu. Jogou a quantia. Eles reagiram com um susto, porem, viram que ela havia agarrado a ponta com os dedos.
- Está bem! O que quer então? – ele se rendeu.
- A gente pode fazer um acordo pra dividir a grana ao invés de ficarem com ela! – propôs inteligente.
Pâmela apenas planejava ter mais tempo pra fugir com o dinheiro.
Alex viu ser a única saída. Um dos amigos dele, então, indo de leve, avançou sobre Pâmela tentando agarrar o envelope. Com o movimento, porém, o dinheiro acabou escorregando das mãos dos dois e caindo no penhasco.

4 comentários:

  1. Que tendo esse capitulo flor! Conseguiu me deixar intrigada!
    Louca pelo proximo!
    bjs

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  2. Bem feito pra eles que o dinheiro caiu haha
    Amando a historia!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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