sexta-feira, 28 de março de 2014


Capitulo 127

O grito de Rebeca foi calado com o som estrondoso da bala. Ela sentiu como se a tivesse atravessado o coração com força. Ainda nos braços de David, sentiu cair junto a ele, ajoelhando-se trêmula.
De repente, ouviram o som da porta do galpão abrir-se.
- É a polícia! Rendam-se! – falaram três guardas armados.
Carlos surpreso deixou cair o revólver.
Bruno, porém, atirou contra um dos oficiais furioso. A policia, então, revidou o acertando no peito.
Carlos rendeu-se sabendo ser a única saída.
Rebeca agarrava-se com força a David. Chorava soluçante. O rosto dele distanciou-se.
- David... – ela murmurou em meio ao pranto.
Ao sentir o corpo dele, exclamou surpreendida:
- Você... Não está ferido!
Ele franziu o cenho em tom de confusão. Ao virarem-se, no entanto, depararam-se com Sérgio deitado sobre o chão com dois tiros. Ele havia se jogado para receber a bala pelo filho.
- PAI! – David gritou com aflição.
Rebeca levou às mãos a boca assustada. Os oficiais chegando, prenderam a Carlos, que foi levado ao carro.
- CHAMEM A AMBULÂNCIA, POR FAVOR! – David vociferou desesperado.
Os guardas aproximaram-se de Sergio, por sorte, mesmo desmaiado estava vivo, avisaram que logo chamariam o socorro. Checando o pulso de Bruno, um dos guardas constatou que estava morto.
David encurvou-se sobre o pai. Deixou que as lagrimas caíssem enfim.
- Isso é tudo minha culpa! – falava incessantemente. Torceu os pulsos.
Rebeca chorando, tocou sobre as costas de David. Apesar de tudo ele estava vivo. Pôs as mãos sobre seu rosto em angústia. Beijando-lhe a face. Secando com seus lábios as lagrimas que caiam dele. Chegando a boca. Acariciou-lhe a face. Beijou-lhe firme com amor. Ele abaixou a face em prantos.
- Rebeca... – falou com a voz abafada.
- Não... - ela pediu também emocionada – não diz nada, por favor...
Abraçaram-se com força. Não necessitavam palavras. Consolos. Apenas eles. Ali.
No colégio, Pedro e Raquel observaram Tomás abrir a porta da sala.
- Ah! Aí está você Raquel! As meninas não queriam me dizer onde você estava!
Tomás, então, olhou para Pedro com surpresa. Percebeu o momento desconfortante.
Pedro saiu da sala rapidamente. Raquel abaixou o rosto. Ele a tinha rejeitado. Mas tinha sido melhor assim. Ela tentou se retirar quando Tomas a barrou.
- O que aconteceu? – a indagou.
Olhou para ele firme. Deu-lhe um tapa no rosto.
Saiu, deixando ele ali estático. Raquel andava pelos corredores quando deu de encontro com Julia.
- Raquel... O que foi?
- Aconteceu o que vocês queriam!... Eu disse a ele! – ela respondeu ríspida – e ele me rejeitou!... E quer saber?... Não me dói mais... Do que saber que vou continuar amando ele mesmo assim!
Julia observou ela ir embora. “O que eu fiz?”. Pensou aflita.
Nicole que havia visto tudo se aproximou de Tomas que saia da sala.
- É! Parabéns!... Agora a Raquel nunca mais vai querer saber de você! – debochou ela – já sabe o que tem que fazer! – mostrou sorrindo uma cueca de oncinhas para ele.
Alex e seus companheiros foram levados presos pelos policiais. De nada haviam adiantado as desculpas deles. Para os guardas, era muito evidente que eles eram culpados.
Pâmela os observou fria. Eles tinham perdido o dinheiro e pagado por terem se metido com ela. Quanto a ela, procuraria Carlos para chantageá-lo por mais. Sorriu.
Rebeca e David permaneciam ali juntos, quando a ambulância chegou. Levantaram Sergio o colocando sobre uma maca móvel. David acompanhou seu pai apartando-se de Rebeca que o olhou partir. Como queria estar com ele nesse momento. Viu colocarem sobre Bruno um pano preto.
De repente, seu pai, Sr. Paulo, apareceu angustiado.
- Filha! – abraçou-a – você está bem?
 - Estou pai! – ela abaixou a face.
- Foi muito corajosa em ter chamado a polícia – ele fixou-a – Mas o que estava pensando em vir até aqui? Não sei o que me aconteceria se te perdesse!... Vamos!
Rebeca acompanhou seu pai até o carro. Só conseguia pensar em David naquele momento.
Na festa do colégio, Tomás subiu ao palco de cueca, como pagamento da aposta. Todos se surpreenderam com a visão. Nicole riu-se se servindo de uma bebida.
Todos riram e gravaram com os celulares. Após, Nicole aproximou-se:
- Olha, fica muito bem de oncinha, sabia? – ela riu.
- Muito engraçado!... Pode dar minhas roupas de volta, por favor? – a encarou meio irritado.
- Claro!... Se concordar em vir comigo a praia... Todo mundo está indo pra lá agora!
- Não, obrigado!... Eu vou pra casa mesmo! – decidiu-se.
- Vamos!... Vai ser divertido! – ela puxou-o pelo braço meio alegre.
- Você andou bebendo?
- Qual o problema? – Nicole riu alto – anda! Vamos! É a nossa formatura!
Ele consentiu mesmo contrariado.
David esperava as notícias sobre seu pai no hospital. Não podia crer que Sérgio tinha se jogado para salvar sua vida. A única coisa que pedia era que não morresse.
Avistou o médico vir em sua direção.

4 comentários:

  1. Que final hein, amei o suspense!
    qurendo ver a continuação:)
    bjs

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  2. To amando a historia flor! continue postando!
    bjs

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  3. To louca pra ver o que vai acontecer no proximo capitulo!
    Posta mais flor, a web ta otima!
    bjs

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  4. Eu to adorando acompanhar essa historia parabéns pela criatividade flor!
    beijos fic com Deus!

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